A Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz está a avançar com o processo para instalar um sistema de videovigilância no concelho. A presidente do Município, Marta Prates, confirmou que os trabalhos técnicos estão em curso e que o protocolo com a GNR está praticamente concluído, sendo que a GNR já indentificou o locais onde devem ser instaladas as câmaras.
Processo integra programa eleitoral
A autarca recorda que a medida constava do programa eleitoral da coligação vencedora. «A segurança foi um dos eixos que destacámos, porque tivemos episódios que inquietaram a população», afirmou, sublinhando que o tema estava previsto na agenda estratégica «Reguengos de Monsaraz 2030».
Ainda antes da tomada de posse, o Município reuniu com o secretário de Estado da Administração Interna. Segundo Marta Prates, dessa reunião resultou «um comprometimento» para reforço de efetivos da GNR e para o apoio da Guarda na implementação do sistema de videovigilância.
Reunião técnica definiu próximos passos
A presidente explica que a reunião técnica realizada na passada semana marcou o arranque operacional do processo. «Estivemos a avaliar os passos necessários para chegarmos ao último patamar, que é a instalação efetiva das câmaras», referiu.
Na reunião foram afinados os termos do protocolo que o Município vai estabelecer com a GNR. «Está praticamente pronto para assinar», adiantou.
Locais estratégicos identificados pela GNR
A GNR já apresentou uma proposta de locais considerados prioritários. «Foram identificados os pontos que deveriam estar vigiados, de acordo com os critérios da Guarda», indicou a autarca. O Município está agora a analisar essas sugestões e deverá dar uma resposta «no início da próxima semana».
Em paralelo, estão a ser contactadas empresas para obtenção de cotações e definição das características técnicas dos equipamentos.
GNR será responsável pela operação do sistema
A presidente esclareceu ainda que a operação do sistema caberá exclusivamente à GNR. «Quem fica responsável pela videovigilância é uma autoridade nacional, não é gente que trabalha na Câmara», afirmou, referindo que a monitorização será realizada no quartel da força de segurança.
Calendário depende dos procedimentos técnicos e administrativos
Sobre prazos, Marta Prates diz que ainda não é possível definir uma data exata. «O processo está a avançar a um excelente ritmo», afirmou, admitindo que a instalação poderá ocorrer «por volta de meio do ano», coincidindo com o período de maior afluência turística.
A autarca sublinha que o concelho não regista níveis elevados de criminalidade, mas reconhece a existência de desacatos e danos pontuais. «Achamos que está na altura de precaver», acrescentou.
Polícia Municipal continua em fase de estudo
Paralelamente, o Município está a analisar o modelo de Polícia Municipal. «Esse processo ainda não foi iniciado», esclareceu. A autarca refere que a equipa visitará outros municípios para perceber dimensionamento e competências, lembrando que «a polícia municipal não é uma força de segurança», mas sim uma estrutura de fiscalização.


















