A flexibilização do trabalho remoto afetou muitos países de forma diferente. Enquanto uns adoraram em massa esse modelo, outros se tornaram o destino desses trabalhadores. Portugal, por exemplo, é um dos destinos que mais atrai os nómadas digitais em todo o mundo. Regiões de menor densidade populacional e muitos atrativos naturais se tornaram populares nesse meio.
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, o país regista mais de 24 milhões de dormidas de turistas estrangeiros. Isso inclui viajantes a trabalho, lazer e, mais recentemente, nómadas digitais em busca de qualidade de vida e oportunidades de networking. De acordo com um estudo da Global Citizen Solutions, o país é o sétimo melhor destino para os que trabalham online.
Os profissionais remotos, que muitas vezes atuam em áreas como tecnologia, marketing ou consultoria, trazem não novas exigências de infraestruturas, como internet de alta velocidade, e também um estilo de vida mais cosmopolita. Esse estilo pode ser observado na procura de restaurantes com cozinhas internacionais, eventos de cultura e arte e, cada vez mais, em opções de entretenimento online.
Hub de inovação e qualidade de vida
Há alguns anos, Portugal começou a ganhar posições nos rankings internacionais de qualidade de vida e acolhimento a expatriados, com cidades como Lisboa e Porto a liderarem estes índices. Contudo, tem-se verificado um movimento de descentralização, impulsionado pelos altos custos de arrendamento e pelo ritmo acelerado dos grandes centros urbanos.
Como resultado, mais nómadas digitais e investidores estão a voltar-se para regiões no interior do país, em busca de um estilo de vida mais equilibrado, rodeado pela natureza, com menor poluição e maior proximidade com as comunidades locais. A Comissão Europeia salienta que a transformação digital tem um impacto direto no desenvolvimento de pequenas e médias cidades.
Permitindo, assim, que profissionais de vários países exerçam as suas atividades sem estarem obrigados a estar em polos económicos tradicionais. Tal é tido como um dos motores de dinamização local, especialmente em setores relacionados com a restauração, o turismo e a cultura. A indústria do entretenimento também é afetada digitalização.
Embora Portugal ofereça diversas opções de entretenimento presencial, como os famosos casinos terrestres, com esse afastamento das grandes cidades, a busca por opções remotas também aumentou. Por isso, algumas plataformas tem investindo em oferecer variedade de máquinas de jogo online, mesas para jogos de casino ao vivo e muitas outras opções que podem ser acessadas de qualquer dispositivo com internet (fonte: www.fastslots.com).
Exemplos e vantagens das pequenas cidades
Embora Lisboa seja conhecida como um dos principais centros para trabalhadores remotos, ficando em quinto lugar como o melhor destino mundial para nómadas digitais, segundo o estudo Executive Nomad Index, o país oferece muitas outras opções. Porto, por exemplo, sendo a segunda maior cidade de Portugal, oferece uma excelente infraestrutura.
Com uma cena cultural rica, gastronomia de renome mundial e uma comunidade de trabalhadores remotos que não para de crescer, esse é um destino que ocupa um bom lugar na lista de muitos. A cidade oferece diversos espaços de coworking, eventos de networking e uma atmosfera acolhedora que facilita a integração de novos residentes.
Agora se fugimos dos grandes centros urbanos, Portalegre é um ponto de interesse para estes trabalhadores remotos que veem em Portugal um ambiente perfeito para se estabelecer. Com custos de vida muito mais baixos do que Lisboa e Porto, a região apresenta vantagens incontornáveis. Algumas instituições até se organizaram para criar condições adequadas ao trabalho remoto.
Promovendo, por exemplo, eventos e networking. A Serra de São Mamede oferece atividades ao ar livre, como trilhos para caminhada e turismo ecológico, tornando-se um refúgio perfeito para quem deseja conciliar o trabalho com momentos de lazer. Os moradores também têm aproveitado esta chegada de profissionais estrangeiros para dinamizar a economia local.
Como a abertura de novos cafés, restaurantes e até pequenos negócios focados no público internacional. A Ilha da Madeira é outro dos destinos mais acolhedores para nómadas digitais. Eleita pela Lonely Planet como o melhor destino para nómadas digitais, a Madeira oferece um clima ameno durante todo o ano, paisagens deslumbrantes e uma grande comunidade.
O programa “Digital Nomads Madeira” tem sido um sucesso, atraindo milhares de trabalhadores remotos que procuram um equilíbrio entre trabalho e lazer. Porém, além desses lugares mais conhecidos, outras áreas estão despontando nessa luta pelo coração dos trabalhadores remotos. O arquipélago dos Açores é um deles.
O local tem atraído muitos trabalhadores internacionais pela sua beleza natural deslumbrante e qualidade de vida excecional. Conhecidas pelas suas paisagens vulcânicas, lagos cristalinos e atividades ao ar livre, as ilhas oferecem um ambiente tranquilo e inspirador para trabalhadores remotos. São Miguel e Terceira já até têm comunidades internacionais.
Elas são apoiadas por boas infraestruturas digitais e espaços dedicados ao coworking. Coimbra, por outro lado, é conhecida pela sua universidade, e é cada vez mais procurada por nómadas digitais que desejam uma cidade jovem, vibrante e acessível. A combinação de cultura, tradição académica e custo de vida atraente faz de Coimbra uma alternativa ideal às grandes metrópoles portuguesas.
Permitindo equilibrar trabalho e lazer num cenário de forte inspiração intelectual. Por fim, Ericeira, situada a menos de uma hora de Lisboa, tornou-se num paraíso para surfistas e trabalhadores remotos que procuram qualidade de vida junto ao mar. Reconhecida como Reserva Mundial de Surf, Ericeira conjuga a tranquilidade de uma vila costeira com a modernidade necessária ao estilo de vida digital.



















