A presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz, Marta Prates, alertou, esta segunda-feira para o facto das “mulheres continuarem a ser vulnerabilidade”, em vários sectores da sociedade.
Marta Prates falava a’ODigital.pt após a sessão de abertura do encontro que ocorreu em São Pedro do Corval que serviu para assinalar o Dia Municipal para a Igualdade e onde se falou sobre género, direitos, violência, família e igualdade.
A presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz começou por referir que a organização destas atividades pretende-se “chamar a atenção para a não discriminação, para a igualdade, para o facto de todos termos os mesmos direitos na comunidade, no país, no continente, no mundo.”
Para a autarca, no mundo atual “não pode haver lugar para o preconceito, mas efetivamente, não é isso que nós vemos todos os dias, pelo que continuamos a ter que ter planos para a igualdade, continuamos a ter que ter mais projetos como este ‘Reguengos + igual’ que chamam a atenção, por um lado para aquilo que não está bem e por outro lado, que tentam trabalhar esses aspetos no sentido de trazer para o bom caminho aquilo que corre menos bem”, frisou a edil.
Ao nível local, Marta Prates destacou positivamente o “acolhimento de muitos emigrantes no concelho”, pois “somos um concelho com menos de 10.000 pessoas e ainda assim temos já muitas nacionalidades mescladas connosco e a integração tem sido muito boa”.
Por outro lado, a autarca destacou as mulheres, chamando a atenção para “aquilo que é ainda a desigualdade e a discriminação em tudo, no trabalho, no tempo livre, no tempo para a família, nas próprias reformas”, referindo ainda que “aquilo que hoje vivemos num mundo que são duas guerras assustadoras, absolutamente dementes e que fazem com que a mulher, no seu papel tão vulnerável, acabe por estar muito exposta, ou seja, as mulheres continuam a ser vulnerabilidade”.
Questionada sobre que medidas podem ser tomadas ao nível autárquico para evitar a vulnerabilidade da mulher, Marta Prates salientou que “há que trabalhar muito com os planos de igualdade e com as atividades que estão inseridas nos planos de igualdade e há que enaltecer o papel da mulher, mostrando às comunidades que as mulheres são ativas no trabalho, que as mulheres são ativas na sociedade, que as mulheres contam muito para o desenvolvimento dos territórios”.
“Não faz nenhum sentido haver discriminação de género, porque trabalhamos todos da mesma forma para o desenvolvimento dos nossos territórios e das nossas comunidades”. Concluiu.
Fique de seguida com algumas imagens da sessão de abertura, que contou com a presença de Rosário Farmhouse, Presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, Sandra Ribeiro, Presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, António Cartaxo, Presidente da Junta de Freguesia de Corval e José Ramalho, Diretor do Centro Distrital de Évora do Instituto da Segurança Social.










































