Redondo: Vereador saúda a ação da GNR e afirma que a violência contra a mulher “é um flagelo”

Combate de violência contra a mulher

A vila de Redondo recebeu, esta quarta-feira, uma ação do Comando Territorial de Évora da Guarda Nacional Republicana para assinalar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres.

Uma ação que contou com a presença do Tenente Coronel Rogério Copeto, do Comando de Évora, vários militares da GNR, o Vereador da Câmara Municipal de Redondo, José Portel, bem como os representantes do Gabinete de Ação Social do Município do Redondo e do Gabinete de Apoio a Família de Redondo do CLDS4G.

Uma iniciativa em que os militares entregaram uma rosa, em formato de separador de livros, de forma a assinalar esta data que em 1999, as Nações Unidas designaram oficialmente como o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, com o intuito de alertar para esta problemática que atinge as mulheres em todo o mundo.

Em declarações a’ODigital.pt, o Vereador da Câmara Municipal de Redondo, José Portel saudou a ação da Guarda Nacional Republicana, referindo-se à violência contra a mulher como “um problema que infelizmente temos na nossa sociedade e que todos nós temos a obrigação em conjunto com as várias entidades combater”.

José Portel considera mesmo “um flagelo, pois não há dúvida nenhuma que em termos sociais, não é só a nível dos jovens, mas também ao nível dos mais idosos, a violência doméstica é transversal e que realmente exige de nós respostas muito rápidas precisas e a atuação em tempo útil para não se deixar prolongar no tempo e que as coisas se agravem ainda mais.”

O Município de Redondo foi um dos primeiros a assinar protocolo com a Associação “Ser Mulher”, de forma a ter mais uma entidade direcionada a este combate, referindo José Portel que “é uma mais valia, é mais uma entidade que está no terreno já com uma larga experiência e trata-se de mais uma entidade para em conjunto, em articulação com os vários atores no terreno, possamos fazer frente a este problema social”.

Já sobre o número de casos de violência contra a mulher registados no concelho, o autarca afirma que “existem casos, não vamos esconder a realidade, é evidente não posso dizer que o Redondo é um concelho assolado gravemente, mas tem alguns com certeza, mas até podia haver só um caso que para nós já era grave”, acrescentando que “temos a obrigação de estarmos no terreno, estarmos aquilo que é o problema e é combate-lo e arranjar uma forma de ultrapassar os problemas e de darmos voz às vezes a quem não tem”.