Redondo: Protocolo com Segurança Social traz “maior proximidade, mais eficácia, mais humanismo e redução de custos”, afirma Director da Segurança Social de Évora (c/som e fotos)

A Câmara Municipal de Redondo e o Instituto da Segurança Social, I.P. assinaram, esta terça-feira (24 de Setembro), no Centro de Apoio a Micro-empresas de Redondo um protocolo de colaboração.

Esta assinatura visa a mudança das instalações do Serviço Local de Atendimento da Segurança Social, para um espaço no Centro de Apoio a Microempresas.

ODigital.pt esteve presente e falou com José Domingos Ramalho, Director do Centro Distrital de Évora da Segurança Social, que nos começou por dizer que “a Segurança Social, dentro daquilo que são os seus princípios da protecção e inclusão social, assegura aqui um protocolo, enaltecendo desde já o papel do município e o seu presidente  no estabelecimento do protocolo, a permanência da Segurança Social nesse protocolo durante 20 anos”, acrescentando que “trata-se de assegurar proximidade, inclusão, aqui no concelho, uma marca muito importante no atendimento num balcão que num contexto distrital tem um número de atendimentos muito significativo, quer ao nível do atendimento geral, quer ao nível da tesouraria, e portanto neste momento estamos muito contentes com o estabelecimento deste protocolo.”

Questionado se esta mudança vai reduzir substancialmente os custos do funcionamento deste serviço no concelho de Redondo, José Domingos Ramalho esclarece dizendo que “é verdade, não vamos capotear que se trata de uma redução. Mas aí também, entre o que pagávamos e o que agora através do protocolo vamos pagar, há uma economia muito substancial que podemos reincorporar noutras matérias em benefício dos cidadãos.”

O Diretor do Centro Distrital de Évora refere ainda que esta mudança de instalação vem melhorar o serviço “acima de tudo pela centralidade. Porque a Segurança Social digamos que tem essa proximidade através dos meios tecnológicos, como a criação da linha da Segurança Social ou a Segurança Social Directa, mas aqui asseguramos proximidade. Uma maior humanização dos serviços, reforçámos muito os recursos humanos aqui e digamos que cumprimos aqui um dois em um: por um lado uma maior proximidade, mais eficácia nos serviços, mais humanismo e redução de custos.”

Falámos ainda com António Recto, Presidente da Câmara Municipal de Redondo, que começou por esclarecer que “o serviço da Segurança Social nunca esteve em causa, aqui no Redondo, até porque é dos melhores balcões a funcionar em meios pequenos. O que esteve em causa era a possibilidade de continuar ou não no mesmo sítio e com o mesmo tipo de serviço. E aí é que a câmara se disponibilizou e encontrar uma alternativa e um espaço, desde que da parte da Segurança Social prestasse o mesmo serviço que prestou até agora.”

O autarca refere que este “protocolo de cedência de instalações, aqui neste magnífico espaço de apoio às micro-empresas e daqui fica garantida a continuidade deste serviço da Segurança Social no Redondo. Para além disso, também fica mais centralizado.  Há aí uma grande moda que são as Lojas do Cidadão, eu costumo dizer que o Redondo tem uma Loja do Cidadão a céu aberto, porque num raio de 50 metros temos os serviços da Segurança Social, Instituições Bancárias, Câmara, Conservatória, Finanças, Tribunal, não há melhor loja do cidadão do que esta”, afirmando ainda que “esse era também um dos objectivos, concentrar serviços o mais perto possível. Conseguiu-se, esta negociação demorou algum tempo, mas estas coisas são assim mesmo. Nunca é como nós queremos mas sempre se concretizou e acabamos por ter aqui neste espaço, mais um serviço para além daqueles que a câmara já presta como o gabinete de inserção profissional, o turismo da parte da câmara, é mais um serviço…neste espaço, em que proporcionamos aos redondenses, estou a referir-me a todo o concelho, para usufruírem deste espaço que é magnífico e provavelmente grande parte deles nem o conhece. E fica junto a tudo, isto é, quem se deslocar para tratar de mais do que um assunto, faz a pé perfeitamente sem qualquer dificuldade, que é o que pretendemos.”

Questionado se era também uma oportunidade de mostrar as empresas ali instaladas, com a instalação do balcão da Segurança Social neste espaço e com o aumento do movimento neste centro, António Recto declara que “as coisas interligam-se. Estão aqui instaladas cinco empresas. Chegaram a ser seis mas houve uma que saiu. E ainda há espaço para instalar outras tantas. Ficando tudo dentro do mesmo espaço físico é também uma vantagem para estas mesmas empresas que acabam por passar despercebidas e assim quem vem à Segurança Social acaba por perceber que há aqui empresas e de vários ramos de actividade a funcionar neste espaço. Isto é, complementam-se, as próprias empresas também precisam do balcão da segurança social e portanto estando no mesmo espaço complementam-se.”