Redondo: “O apelo que fiz ao senhor Primeiro-Ministro é que não quero que os alentejanos fiquem a ver passar comboios”, diz autarca de Redondo (c/som)

A vila de Redondo recebeu esta segunda-feira, 11 de Fevereiro, a cerimónia oficial de assinatura dos autos de adjudicação da empreitada de construção do novo troço da linha ferroviária Évora Norte/ Freixo. Uma cerimónia que contou com a presença do Primeiro-Ministro, António Costa, o Ministro das Infraestruturas, Pedro Marques, o Presidente da Câmara Municipal de Redondo, António Recto, os Administradores da empresa Infraestruturas de Portugal, bem como outros autarcas e representantes de várias entidades.

Em declarações ao ODigital.pt, o Presidente da Câmara de Redondo, António Recto, referiu que “na abertura dos trabalhos, fiz duas chamadas de atenção que acho que são fundamentais. Uma de âmbito concelhio ou local que é o aumento do perímetro da rega da vigia, principalmente para os agricultores que são prejudicados com a passagem da linha férrea; outra tem a ver com o cais de cargas e descargas a ser instalado entre Redondo e Alandroal, tendo em conta a zona dos mármores que nos últimos anos têm atravessado dias difíceis. E pode ser que através deste cais de cargas e descargas nós consigamos alavancar esta parte da economia da nossa região, mas não só”, acrescentando que “o apelo que fiz ao senhor Primeiro-Ministro é que não quero de forma nenhuma que os alentejanos, desta região, depois de instalada esta infraestrutura fiquem a ver passar comboios e estou certo que também ele não quer que isso aconteça.”

Questionado em concreto com a possibilidade uma possível verba que poderá ficar disponível para a construção do cais de carga, o autarca afirma que “espero que sim, até porque não vai ser uma infraestrutura muito cara. Estamos a falar da estação técnica número 2, estamos a falar de comboios com 750 metros de comprimento, esta estação tem de ter dimensões para isso para eles poderem cruzar, e estou convencido de que não será uma obra muito cara”, referindo ainda “se tiver oportunidade de falar com o senhor ministro, que estes dinheiros que não são aplicados nos concursos, ou melhor, com a redução dos custos na abertura do concurso, permite que o cais de cargas e descargas se torne uma realidade sem estarmos a empolar o valor total do investimento.”

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