Redondo: GNR alertou para a Violência contra as Mulheres e garante que há qualidade no atendimento das vítimas (c/fotos)

GNR luga contra a violência contra a mulher

O Comando Territorial de Évora da Guarda Nacional Republicana assinalou, esta quarta-feira (25 de novembro) o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, na vila de Redondo.

Uma ação que contou com a presença do Tenente Coronel Rogério Copeto, do Comando de Évora, vários militares da GNR, o Vereador da Câmara Municipal de Redondo, José Portel, bem como os representantes do Gabinete de Ação Social do Município do Redondo e do Gabinete de Apoio a Família de Redondo do CLDS4G.

Uma iniciativa em que os militares entregaram uma rosa, em formato de marcador de livros, de forma a assinalar esta data que em 1999, as Nações Unidas designaram oficialmente como o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, com o intuito de alertar para esta problemática que atinge as mulheres em todo o mundo.

Em declarações a’ODigital.pt, o Tenente Coronel Rogério Copeto explica que “a criminalidade que vitimiza as mulheres é muito específica, nomeadamente a violência doméstica, a violência de género, a exploração sexual, o tráfico de seres humanos e a mutilação genital feminina que ataca exclusivamente as mulheres, por isso faz todo o sentido a Guarda Nacional Republicana associar-se a esta iniciativa até porque a GNR está na primeira linha e acompanha todo o processo até aos tribunais, ou seja, em todas as fases daquilo que é o apoiar, o investigar, o crime, e levar o agressor ao tribunal, a GNR está em todas essas fases e por isso a Guarda Nacional Republicana está muito empenhada a combater este fenómeno que é a violência contra as mulheres.”

Questionado sobre os números do ano relativamente à violência contra a Mulher, o 2ª Comandante do Comando de Évora da GNR, refere que “este ano, até 31 de outubro de 2020, verificou-se uma diminuição do número de crimes comparativamente ao período homólogo de 2019 e as explicações podem ser muitas e variadas. Também temos registo que nos meses de março e abril houve uma redução significativa da denúncia destes crimes, e felizmente no distrito de Évora temos uma diminuição do número de crimes de violência doméstica, este ano, comparativamente com o mesmo período do ano passado e gostaríamos que até ao final do ano, os meses de novembro e dezembro não tivessem registo de qualquer crime pois assim poderíamos terminar melhor o ano de 2020“.

Já sobre a qualidade de como as vitimas são recebidas nos quartéis da GNR, Rogério Copeto salienta que “essa é uma preocupação do Comando Territorial de Évora e até saiu hoje, um regulamento que estipula o que obrigatoriamente devem ter as salas de atendimento à vítima e há 400 em todo o território nacional”, acrescentando que “o Comando Territorial de Évora, à semelhança daquilo que é o resto do país, nem todos os quartéis têm essas essas instalações, mas estamos empenhados para que todos os quartéis possam receber condignamente as vítimas de violência doméstica, de abuso sexual e outros crimes que muitas as mulheres sofrem, ou seja, um local onde as vítimas possam garantir o seu anonimato, possam garantir que podem denunciar o seu crime de que são vítimas sem qualquer prejuízo de virem outras pessoas a saber, ter qualidade, ter dignidade e segurança”, garantindo que “nos postos da sede de concelho dos 14 concelhos há essas instalações

O Tenente Coronel Copeto deixou ainda a indicação de que “as denúncias podem fazer-se por telefone, por e-mail, pela nossa página do Facebook por uma mensagem privada garantindo o anonimato e a confidencialidade da denúncia e isto aplica-se a qualquer pessoa, que não necessariamente necessita de ser uma vítima.”

Rogério Copeto concluiu deixando um repto às autarquias para se “criar uma estrutura idêntica às CPCJ para a violência doméstica e para a violência de género, em que um conjunto de entidades se reuniriam numa plataforma em que estivesse entre as entidades de primeira linha e os tribunais conforme funcionam as CPCJ. Estas estruturas podem ter legitimidade e a força de poder aplicar medidas de proteção às vítimas dentro daquele prazo de 72 horas, nomeadamente também de afastamento do agressor e onde depois podem analisar inclusivamente os planos de segurança é muito importante as avaliações de risco, as avaliações de risco são feitas logo no primeiro momento em que uma denúncia é feita para que as entidades possam conhecer o tipo de risco aquela que aquela vítima tem e é nessa estrutura”.