Redondo: CLDS 4G acolheu ação da GNR para alertar para a Violência contra as Mulheres

Violência contra a Mulher

A vila de Redondo recebeu, esta quarta-feira, uma ação do Comando Territorial de Évora da Guarda Nacional Republicana para assinalar o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres.

Uma ação que contou com a presença do Tenente Coronel Rogério Copeto, do Comando de Évora, vários militares da GNR, o Vereador da Câmara Municipal de Redondo, José Portel, bem como os representantes do Gabinete de Ação Social do Município do Redondo e do Gabinete de Apoio a Família de Redondo do CLDS4G / Gabinete do SAAS – Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social.

Uma iniciativa em que os militares entregaram uma rosa, em formato de separador de livros, de forma a assinalar esta data que em 1999, as Nações Unidas designaram oficialmente como o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, com o intuito de alertar para esta problemática que atinge as mulheres em todo o mundo.

Um dos locais por onde a GNR passou, como já referimos, foi Gabinete de Apoio a Família do CLDS-4G MOVERedondo. Em declarações a’ODigital.pt, a coordenadora do CLDS, Ana Teresa Bento, começou por referir que a violência “é uma problemática que afeta não só as senhoras nível nacional, mas também o concelho de Redondo, e é claro que o CLDS tem um papel interventivo nestas questões”, salientando que “nós temos aqui este apoio à família e no âmbito desse eixo temos que apoiar todas as famílias mais fragilizadas, não só economicamente mas também socialmente e, portanto, esta problemática dos maus tratos, da violência doméstica, dos abusos deve ser denunciada

Ana Teresa Bento explica ainda que “devemos acompanhar as famílias e devemos sinalizar as famílias que passam por esta problemática, e que enfrentam muitas das vezes estas questões com muito medo, com muita insegurança e até com receio de denunciar.”

Questionada se a pandemia veio dificultar o trabalho das instituições no acompanhamento das famílias e das vitimas de violência, a Coordenadora do CLDS afirmou que “sim, porque neste momento as pessoas estão mais em casa e o número é cada vez maior, pois como sabem neste momento as famílias estão mais concentradas na sua esfera familiar, em casa, no seu domicílio e se essas situações já aconteciam agora há uma tendência maior para que o número de casos aumente e a frequência ainda seja maior.”

Conclui referindo que o CLDS “tem um papel determinante quando acompanha as famílias, pois há que fazer o despiste, há que sinalizar e caminhar para as autoridades competentes”.