“Recordarmos o passado e essa identidade que é nossa, a alentejana, que temos de preservar”, diz Vereadora da Câmara de Moura (c/som e fotos)

Durante este fim-de-semana, 19 e 20 de Outubro, a cidade de Moura, no distrito de Beja, recebe a 5ª edição do Festival do Peixe do Rio e do Pão.

Promovido pela Câmara Municipal de Moura, com o apoio da Comoiprel, Escola Profissional de Moura e Universidade Sénior de Moura, este evento trata-se de um festival gastronómico e etnográfico que se reporta à época dos anos 30, do século XX, contemplando a representação de cenas da vida de antigamente, com alusão ao culto da pesca tradicional e do processo de fabrico do pão.

O centro histórico de Moura estará decorado a rigor e irá receber várias actividades durante os dois dias de festival, com destaque para o desfile etnográfico que abriu este festival e que ODigital.pt acompanhou.

No momento da abertura deste festival, ODigital.pt falou com a Vereadora da Cultura, Lurdes Balola, que começou por dizer que “Moura está a recordar o início do Século passado, remetemos-nos aos anos 30 e num chamamento à comunidade estamos a tentar recriar quadros vivos alusivos à época. Nomeadamente a maçadura do pão, vamos ter aqui, o latoeiro e o homem  que fazia as cadeiras de vime, vamos ter o retrato à época, o conto tradicional à lareira e outros quadros que vão embelezar o nosso festival, com um grande objectivo que queremos realçar este ano, que é a sustentabilidade do planeta, tendo em conta que temos o nosso planeta a morrer, temos jogos com as crianças para dinamizar e reciclar todo o lixo que produzimos.”

A autarca refere que neste evento “recordarmos o passado e essa identidade que é nossa, a alentejana, que temos de preservar porque é a nossa memória mas ao mesmo tempo preservá-los e fazê-los reconhecer que o nosso planeta está a morrer devido a más práticas que temos em relação ao mesmo e à reciclagem de tudo aquilo que podemos realmente aproveitar para termos um futuro melhor.”

Questionada sobre o desaparecimento dos ofícios ligados ao peixe e ao pão, Lurdes Balola, explica que se deveu ao “desenvolvimento, às tecnologias e tudo isso levou a que tudo o que fosse artesanal ou muito rudimentar se fosse perdendo ao longo do tempo.”

Sobre a continuidade deste festival, a autarca deixa claro que será para “manter, não queremos que as coisas deixem de ter uma continuidade, que deixem de nos ajudar a preservar o que é nosso, o nosso passado e tudo aquilo que amamos.”

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