Rancho Folclórico da Orada apresentou o 1º CD, para que a “cultura se perpetue ao longo do tempo e não se perca” (c/som e fotos)

Rancho Folclõrico da orada apresentou CD

O Largo da Igreja de Nossa Senhora da Orada recebeu, este sábado (29 de Agosto), o lançamento do primeiro trabalho discográfico Rancho Folclórico Cravos e Rosas do Alentejo, da Orada, no concelho de Borba.

Este trabalho, que conta com 22 faixas, faz parte da Coletânea “Folclore Português” e que já reúne mais de 60 Grupos de Folclore.

Na sessão de apresentação, que decorreu com todas as normas de segurança sanitária, estiveram presentes o Presidente da Câmara Municipal de Borba, António Anselmo, o Presidente da Junta da Orada, João Morgado, o Presidente da Casa da Cultura da Orada, Paulo Laranjo, bem como o Produtor do CD, Emiliano Toste, e ainda Leonor Carapinha, da Associação de Folcloristas do Alto Alentejo.

Em declarações a’ODigital.pt, Paulo Laranjo, Presidente da Casa da Cultura da Orada, refere que este trabalho “é mais um registo que fica daquilo que é a nossa cultura popular, já ansiávamos por este trabalho há algum tempo, já vínhamos trabalhando e aproveitamos esta época pandemia como forma de rentabilizar o tempo e de mostrar e fazer qualquer coisa”.

Paulo Laranjo salientou que ao longo deste tempo “temos feito desde recolhas e outros, que trabalhámos nesse sentido, onde vem a gravação do CD”, revelando que “este álbum contempla não só as músicas que já estão habituados ouvir, desde cantares ao menino, modas de cantar de Janeiras, rezas, mesinhas, porque tudo isto é cultura, tudo isto é folclore e foi essa inúmera cultura popular que nós tentamos reproduzir neste trabalho.”

O responsável afirmou “o trabalho de grupos folclóricos é recolher, preservar e divulgar e este CD funciona como um registo, para que essa cultura se perpetue ao longo do tempo e não se perca.”

Questionado sobre apoios para realizar este CD, Paulo Laranjo, salientou que “temos o apoio da Câmara, pois temos anualmente um protocolo com eles e o resto tem sido praticamente na nossa carolice, para levar este trabalho avante, porque é um trabalho de carolice, de gosto pela cultura popular e o gosto pela nossa terra que nos leva a não parar e cada vez mais expandir mais e tentar melhorar aquilo que é nossa cultura.”

“Fizemos inúmeras recolhas nestes sete, oito meses que já vivemos e esse é um trabalho que vai aparecer mais tarde na devida altura”, disse ainda Paulo Laranjo, que deixou no ar a possibilidade de um novo trabalho discográfico.

Fique de seguida com a reportagem fotográfica deste evento, com imagens de Hugo Calado: