RAIA, projeto de António Bexiga, regressa ao Espaço Atmosfera M para assinalar a edição em vinil de “UÁDI”, através de uma sessão que combina escuta coletiva e performance ao vivo.
O evento marca a primeira abertura pública da caixa do vinil, num formato que propõe uma experiência centrada no objeto físico. Mais do que um concerto, a iniciativa assume-se como um percurso entre palavra, silêncio e criação sonora em tempo real.
Sessão combina escuta coletiva e performance ao vivo
Após o ciclo de conversas-concerto dedicado às violas de arame portuguesas, RAIA apresenta “UÁDI” num formato que cruza audição e interpretação ao vivo. A sessão inicia-se com a abertura do vinil e a sua primeira escuta coletiva, dando lugar a uma experiência imersiva.
O disco deixa de ser apenas suporte musical para assumir um papel central na construção da performance, onde o silêncio, a palavra e a música estruturam a narrativa sonora.
Viola campaniça em diálogo entre tradição e experimentação
O álbum “UÁDI” parte da metáfora do leito seco que guarda a memória da água, associando-se a ideias de transformação e regeneração. O trabalho explora a relação entre tradição e contemporaneidade, articulando elementos acústicos e elétricos.
Neste contexto, a viola campaniça surge como instrumento com linguagem atual, inserido num diálogo entre raiz e expansão, numa abordagem que cruza diferentes dimensões sonoras.
António Bexiga partilha processo criativo
Durante a sessão, António Bexiga apresenta o processo criativo associado ao disco e interpreta alguns dos temas ao vivo. A performance desenvolve-se num registo intimista, explorando dinâmicas entre contenção e improvisação.
O músico tem desenvolvido um percurso internacional, com presença em vários continentes, promovendo a viola campaniça enquanto instrumento contemporâneo. Participa em diversos projetos coletivos e integra iniciativas ligadas à criação artística e à experimentação sonora.
Entre os seus trabalhos, destaca-se a participação na composição da música de Évora 27 – Capital Europeia da Cultura, bem como a curadoria do projeto “Voz Comum – Polifonias de Pertença”.



















