“Que este projeto seja um exemplo da força do SNS”, disse Ministra da Saúde sobre o Hospital Central do Alentejo

Obras do Hospital central do Alentejo

Foi numa cerimónia que decorreu nas instalações da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, em Évora, a assinatura da adjudicação da obra do novo Hospital Central do Alentejo.

Um ato que contou com a presença do Primeiro Ministro, António Costa, da Ministra da Saúde, Marta Temido, da Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, o presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo, José Robalo, a Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Évora, bem como os Deputados da Assembleia da República eleitos pelo Círculo de Évora, entre outras entidades regionais.

O contrato foi assinado com o grupo espanhol Acciona, que venceu o concurso laçado há pouco mais de um ano.

Com a adjudicação, hoje, materializada, dá-se mais um passo num “importante investimento”, referiu a Ministra da Saúde Marta Temido na sua intervenção, tendo sublinhado que “fazer investimentos na área da saúde não é simples” mas que “se trabalharmos conseguimos fazer acontecer”.

A Governante referiu que “a população que será abrangida por este novo hospital merece uma melhoria das condições de acesso, evitando deslocações e garantindo uma maior proximidade e eficiência.”

Deixou ainda claro que este novo Hospital, vem contribuir para “o reforço dos objetivos do Serviço Nacional de Saúde (SNS), consubstanciando o investimento no interior do país e constituindo um atrativo para os profissionais de saúde.”

Na sua intervenção, Marta Temido salientou que “neste momento tão difícil que estamos a viver, o Governo quer que este projeto seja um exemplo da força do SNS”, aproveitando a ocasião para elogiar os profissionais de saúde do Hospital do Espírito Santo de Évora.

O Hospital Central do Alentejo, que se vai localizar na periferia da cidade de Évora, envolve um investimento total superior a 180 milhões de euros – 150 milhões de investimento, incluindo 40 milhões de apoios comunitários, e 23% de IVA -, prevendo-se que esteja concluído em 2023.

O edifício ocupará uma área de 1,9 hectares e terá uma lotação de 351 camas em quartos individuais, que pode ser aumentada, em caso de necessidade, até 487.

A infraestrutura contará com 11 blocos operatórios, três dos quais para atividade convencional, seis para atividade de ambulatório e dois para atividade de urgência, cinco postos de pré-operatório e 43 postos de recobro.

A futura unidade hospitalar vai dar resposta às necessidades de toda a população do Alentejo, com uma área de influência de primeira linha que abrange cerca de 200 mil pessoas e, numa segunda linha, mais de 500 mil pessoas.