O ciclo de conversas Territórios Invulgares regressa em 2026 ao Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora, para uma segunda edição que propõe inscrever a arte e a cultura num campo alargado de reflexão sobre questões da contemporaneidade.
Com curadoria e moderação de Patrícia Reis, o programa integra quatro encontros, com início a 21 de fevereiro e encerramento a 17 de maio. As sessões decorrem sempre às 16h00 e têm entrada livre.
Um espaço de diálogo aberto
Segundo o comunicado da Fundação Eugénio de Almeida, as conversas partem «sempre de um lugar — seja ele o da historiadora, da neurocientista, da escritora e compositora, ou da atriz e realizadora», desafiando diferentes formas de olhar e pensar o mundo.
Ao longo dos encontros, não haverá guião fixo. O modelo assenta numa conversa aberta, com participação do público, promovendo o cruzamento de perspetivas em torno de temas atuais.
Irene Pimentel abre o ciclo
A primeira sessão realiza-se a 21 de fevereiro e contará com a presença de Irene Pimentel, historiadora distinguida com o Prémio Pessoa. A investigadora tem dedicado grande parte do seu trabalho ao estudo da PIDE e dos mecanismos de funcionamento das polícias políticas.
A conversa partirá da sua experiência de vida antes e depois do 25 de Abril, propondo uma reflexão sobre memória, poder e democracia.
Arte, ciência e cinema em debate
A 29 de março, a convidada será Luísa Sobral. A compositora, cantora e escritora abordará a arte como forma de olhar o mundo e de interrogar o lugar da criação no exercício da cidadania.
No dia 11 de abril, o ciclo recebe Luísa V. Lopes, neurocientista e coordenadora de um grupo de investigação no Instituto de Medicina Molecular. A sessão terá como ponto de partida a relação entre emoções, comportamento e atividade cerebral, abrindo espaço a uma conversa sobre amor, perceção e ciência.
O ciclo encerra a 17 de maio com Ana Rocha de Sousa, atriz e realizadora. A partir do seu percurso entre o cinema de ficção e o documentário, a conversa incidirá sobre o olhar cinematográfico e a representação da experiência feminina em Portugal e noutros contextos culturais.
Centro de Arte e Cultura
O Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida promove uma programação multidisciplinar, com exposições, projetos performativos e programas pedagógicos orientados para diferentes públicos.
O ciclo Territórios Invulgares integra esta linha de programação, procurando criar espaços de debate em torno da arte, da cultura e das dinâmicas sociais contemporâneas.

