Quatro municípios dos três distritos do Alentejo viram chumbados os orçamentos para 2025, estando a maioria das lideranças dos executivos a tentar negociar a aprovação com as respetivas oposições, enquanto outros admitem ter de governar em duodécimos.
No distrito de Portalegre, a Assembleia Municipal (AM) de Marvão chumbou pelo terceiro ano consecutivo o orçamento apresentado pela liderança camarária (PSD/CDS-PP), estando em vigor “correções orçamentais” ao documento desde 2022.
À agência Lusa, o presidente da câmara, Luís Vitorino, disse que não apresentará um novo orçamento, avançando com uma “revisão orçamental” ao documento em vigor.
O orçamento para 2025 era superior a 10 milhões de euros (ME) e foi chumbado na AM com 11 votos contra do PS e oito votos a favor do PSD, do CDS-PP e dos eleitos não inscritos.
Em reunião de câmara o documento foi aprovado por maioria, com três votos a favor dos eleitos da coligação “Marvão à Frente” (PSD/CDS-PP) e duas abstenções do PS.
Em Viana do Alentejo, no distrito de Évora, o orçamento foi chumbado pelo segundo ano consecutivo, estando a câmara a ser gerida com base no orçamento de 2023, depois de a proposta da gestão CDU para este ano, tal como a de 2024, ter sido chumbada em reunião do executivo com dois votos contra do PS e um do PSD.
O presidente do município, Luís Miguel Duarte, indicou que não houve acordo nas negociações entre a gestão CDU e o PS com vista a viabilizar a proposta, de quase 15 ME, salientando que o PSD não esteve disponível para conversar.
No mesmo distrito, o orçamento da Câmara de Redondo (PSD/CDS-PP) foi chumbado pela AM com nove votos contra de dois movimentos e da CDU e oito a favor da coligação que governa o município.
O presidente da autarquia, David Fialho Galego, pretende contactar a oposição para tentar um entendimento quanto ao orçamento de 16,5 ME.
Em Beja a proposta de orçamento para a capital do distrito, no valor de 64,4 ME, foi chumbada pelos três vereadores da CDU e pelo eleito da coligação Beja Consegue, liderada pelo PSD.
Os documentos, de mais 4,9 milhões do que em 2024, tiveram apenas os votos favoráveis dos três eleitos pelo PS, que preside ao executivo.
“Nesta altura o município de Beja está a trabalhar com o orçamento que estava em vigor a 31 de dezembro de 2024”, disse à Lusa o presidente da autarquia alentejana, Paulo Arsénio, acrescentando estar previsto “retomar as negociações com a oposição no final de janeiro” para possibilitar a aprovação em fevereiro.
Contudo, ressalvou: “Se o segundo orçamento for reprovado, veremos se iremos ou não até final do mandato com o orçamento de 2024.”



















