Domingo, Novembro 27, 2022
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PSD alerta que há “cerca de 4.000 utentes sem médico de família” em Vendas Novas

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O PSD de Vendas Novas, no distrito de Évora, alertou para a falta de clínicos no centro de saúde local e a existência de “cerca de 4.000 utentes sem médico de família” no concelho.

Em comunicado, a Comissão Política Concelhia de Vendas Novas do PSD indicou que faltam “dois médicos na Unidade de Saúde Familiar (USF)”, que funciona no centro de saúde, e que o concelho tem “cerca de 4.000 utentes sem médico de família”.

Contudo, assinalou, “os sistemas informáticos do SNS [Serviço Nacional de Saúde] não permitem identificar com rigor o número de utentes sem médico de família”, pois “os utentes esporádicos ou não frequentes são periodicamente apagados”.

Numa resposta por correio eletrónico a questões colocadas pela agência Lusa, a diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Alentejo Central, Maria do Céu Canhão, disse que existem “duas listas de utentes sem médico de família na USF Vendas Novas”.

Uma das listas de utentes sem médicos de família resulta da “mobilidade de uma médica” e a outra deve-se à “aposentação de um médico”, situações que “afetam 3.041 utentes”, precisou.

De acordo com a responsável, prevê-se o início de funções de uma médica especialista de Medicina Geral e Familiar (MGF) na USF de Vendas Novas, no dia 01 de outubro de 2022, sendo-lhe, então, atribuída uma das listas de utentes.

“Até ser encontrada uma solução definitiva, foi contratado um médico especialista de MGF, com contrato de prestação de serviços, para dar resposta aos utentes sem médico de família na USF de Vendas Novas”, adiantou.

Maria do Céu Canhão revelou que, às listas de utentes sem médicos de família que resulta da saída dos dois clínicos, junta-se uma outra com 404 utentes sem médico de família na Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) de Vendas Novas.

Porém, assinalou, “existe disponibilidade por parte de uma médica especialista em MGF para celebrar contrato de prestação de serviços e para dar resposta a estes utentes”.

“Conclui-se que, apesar das dificuldades de fixação de médicos de MGF na região, os esforços para garantir médico de família aos utentes de Vendas Novas têm sido permanentes, no sentido de procurar dar a melhor resposta à população”, acrescentou.

O alerta dos sociais-democratas foi feito depois de uma visita ao centro de saúde realizada por um grupo de eleitos do PSD, que incluiu a deputada Sónia Ramos e o vereador na Câmara de Vendas Novas Ricardo Videira.

Segundo o PSD de Vendas Novas, na visita, a diretora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde do Alentejo Central, Maria do Céu Canhão, informou os eleitos de que será colocado um médico na USF e que outro poderá reforçar a equipa, mas a tempo parcial.

Considerando que estas medidas são insuficientes para atender as necessidades da população, o PSD de Vendas Novas salientou que “mantém grande preocupação com a prestação de cuidados de saúde” neste concelho alentejano.

“É um problema que se arrasta há demasiado tempo, com prejuízo direto para toda a população”, vincou.

O partido defendeu que “é fundamental” o Governo criar “incentivos à fixação de médicos no interior do país”, sugerindo o aumento do número de vagas em zonas carenciadas ou a oferta de contratos com maior flexibilidade no número de horas de trabalho.

“Em paralelo, as câmaras municipais, da qual não podemos excluir a de Vendas Novas, cujo executivo é liderado há quase nove anos pelo Partido Socialista, devem ter papel pró-ativo na fixação de clínicos nos seus concelhos”, sublinhou.

Os municípios, acrescentaram os sociais-democratas, devem ajudar com a “oferta de apoios à respetiva deslocação e/ou alojamento, entre outras medidas já adotadas em concelhos que viveram situações semelhantes”.

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