Três projetos turísticos previstos para o concelho do Crato representam um investimento global superior a 25 milhões de euros e poderão criar mais de 100 postos de trabalho, além de acrescentarem cerca de 200 camas à atual capacidade de alojamento.
Os dados foram divulgados durante a 40.ª Feira de Artesanato e Gastronomia – Festival do Crato, numa cerimónia antecedida pela apresentação dos investimentos da Fábrica do Sabão, Casas Monte do Crato e Herdade Monte da Rocha.
“São projetos que totalizam um valor de investimento de mais de 25 milhões de euros”, afirmou o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, Ricardo Pinheiro.
Os investimentos encontram-se em diferentes fases de desenvolvimento. Um dos projetos já está em obra, outro procura financiamento e o terceiro está próximo da submissão ou em fase de análise de candidatura.
Projetos podem acrescentar cerca de 200 camas
O presidente da Câmara Municipal do Crato, Joaquim Diogo, revelou que a concretização dos três projetos permitirá aumentar a capacidade turística do concelho e criar mais de uma centena de empregos.
“Temos já três projetos de hotelaria no Crato. Um é obra, outro em financiamento e outro perto também da sua submissão de candidatura ou em análise de candidatura”, explicou.
De acordo com o autarca, os investimentos poderão, “em pouco espaço de tempo”, acrescentar cerca de 200 camas à oferta existente e gerar mais de 100 postos de trabalho.
Joaquim Diogo adiantou ainda que o município acompanha os promotores há mais de seis anos, destacando o período necessário para preparar e desenvolver investimentos desta dimensão.
“Para isto trabalhamos com estes empresários há mais de seis anos. As coisas levam o seu tempo, levam e dão muito trabalho”, declarou.
Governo compromete-se a apoiar procura de financiamento
O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, manifestou o compromisso do Governo com os três investimentos e defendeu a criação de condições para que os dois projetos que ainda não avançaram encontrem os instrumentos financeiros necessários.
“Um já está em obra e aos dois aos quais nos associamos aqui publicamente, no sentido de os defendermos para que encontrem os instrumentos financeiros que os tornem concretizados”, afirmou.
Pedro Machado considerou que os projetos apresentados no Crato têm condições para contribuir para a atividade económica e turística do território.
“São projetos que podiam estar em qualquer parte do mundo. Têm a qualidade, têm as condições e as características para poderem acrescentar valor”, referiu.
O governante enquadrou os investimentos nas políticas de desenvolvimento do interior e de coesão territorial, defendendo que a localização afastada dos principais centros urbanos não deve limitar a capacidade de atração de investimento.
“Não há territórios de primeiro e territórios de segundo, não há municípios mais ou menos predispostos para criarem as condições de que o desenvolvimento local e regional possa acrescentar valor às suas comunidades”, acrescentou.
CCDR aponta reforço da oferta turística do Alto Alentejo
Ricardo Pinheiro relacionou os três investimentos com a estratégia de reforço e diversificação da oferta turística do Alto Alentejo, apontando também a atração de visitantes estrangeiros como um dos objetivos para o território.
Ao referir-se às Casas Monte do Crato, o presidente da CCDR Alentejo defendeu uma maior capacidade de captação de mercados internacionais, “não só à escala europeia, mas também à escala mundial”.
“Queremos mais e melhor turismo, mais e melhor oferta turística na região do Alto Alentejo”, afirmou.
As entidades envolvidas não adiantaram, durante as intervenções, os calendários previstos para a conclusão dos três projetos. A localização detalhada, as características e a capacidade individual de cada empreendimento também não foram divulgadas.















