Projeto que quer plantar 3 mil árvores em Redondo foi apresentado e já tem 10 locais sinalizados (c/fotos)

Projeto além risco redondo

O projeto “Além Risco” foi apresentado no concelho de Redondo, com a intenção de plantar no concelho 3 mil árvores nos próximos anos.

Como já noticiámos, nos próximos anos deverão ser plantadas no concelho de Redondo 3 mil árvores para combater as “ilhas de calor”, através do projeto “Além Risco”.

O projeto foi apresentado esta terça-feira, em pleno Jardim Municipal, na presença do presidente da Câmara Municipal de Redondo, António Recto, do Coordenador do Projeto, Fernando Moital e da Arquiteta Andreia Duarte.

Como foi explicado, o projeto está a decorrer no Alentejo e tem como objetivo plantar cinquenta mil árvores nos aglomerados urbanos do distrito de Évora, reduzindo o efeito de “ilha de calor” por eles criados.

O projeto “Além Risco” já foi apresentado em vários concelhos do distrito de Évora e vai ser agora lançado no concelho de Redondo onde se prevê que sejam plantadas 3000 árvores.

Segundo explica o presidente da Câmara Municipal de Redondo, António Recto, “o projeto prevê plantar árvores nos espaços públicos e os privados também beneficiarem desta oferta de árvores, que acho de extrema importância todos terem acesso a uma planta e podê-la plantar no seu próprio espaço e vamos assim contribuir para o combate à pegada ecológica.”

António Recto deixou claro que “isto não resolve o problema, mas é um pequeno contributo para a região, permite o ensombramento de alguns espaços públicos e assim estamos a criar mais conforto para as pessoas usufruírem dele e ao mesmo tempo estamos a reduzir a tal pegada.”

O edil concluiu referindo que para este projeto “indicámos 10 lugares para plantar todas as árvores”.

Já Fernando Moital, Coordenador do projeto “Além Risco”, começou por referir que no concelho de Redondo “a intenção, são dez espaços púbicos e são cerca de 2 mil árvores para esses espaços.”

Já sobre a adesão dos municípios do Alentejo Central, Fernando Moital disse que “nós estamos a viver um período onde as decisões são mais difíceis de tomar, estamos em altura de eleições e, portanto, tem sido mais difícil chegar às decisões, ainda assim, temos muitos municípios com manifestações de interesse, mas ainda não temos ainda essa manifestação lavrada por escrito”.

O Coordenador do Projeto acrescentou ainda que “temos realizado algumas visitadas técnicas, temos tentado perceber quais são os locais onde faz mais sentido a nossa intervenção, mas da parte dos municípios tem ficado um pouco aquém daquilo que nós gostaríamos”.

Já sobre a adesão das populações ao projeto, o responsável referiu que “aquilo que temos vindo a fazer, é para já, uma base de dados de pessoas que estão interessadas em colaborar connosco por várias vias, chamamos-lhe uma base de dados dos influencers e já temos quase 100, ou seja, são pessoas que se predispõem a ajudar”, revelando que “vamos lançar em Outubro a campanha “Quero árvores”, que é uma campanha massiva de distribuição de árvores, pois temos 20 mil árvores para distribuir à população do distrito de Évora e, portanto, no concelho de Redondo temos 1200 árvores para distribuir pela população, o que dá uma árvore por cada 5 pessoas”.

Recorde-se que este projeto, financiado pelo EEA Grants, apoiado pela Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central e a Fundação Calouste Gulbenkian, pretende envolver os cidadãos na plantação de cinquenta mil árvores nos aglomerados urbanos do distrito de Évora, reduzindo o efeito de “ilha de calor” por eles criados.