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Projeto promove a leitura como apoio terapêutico em unidades de saúde

Cinco unidades de saúde de vários pontos do país vão implementar um programa e promoção da leitura como apoio terapêutico a doentes, no âmbito de um protocolo entre as secretarias de Estado da Saúde e da Cultura.

O despacho, a que a agência Lusa teve acesso, visa lançar “um programa de promoção da leitura nas unidades de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com o objetivo de contribuir para o bem-estar emocional, a humanização dos cuidados, a redução da ansiedade e a promoção do bem-estar e da literacia dos utentes durante o período de internamento”.

O objetivo é avançar com um projeto-piloto que, numa primeira fase, decorrerá em cinco Unidades Locais de Saúde (ULS) do SNS de diferentes regiões do território, designadamente as ULS do Tâmega e Sousa, de Coimbra, da Cova da Beira, de Castelo Branco e do Alto Alentejo.

No despacho conjunto, os ministérios sublinham que “a promoção da leitura em contextos institucionais tem demonstrado impactos significativos na qualidade de vida dos indivíduos, contribuindo para a humanização dos serviços públicos e para a valorização do papel da cultura na saúde mental”.

Daí a opção de usufruir da “vasta experiência” da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas na promoção da leitura “junto de públicos diversificados, incluindo em contextos particularmente desafiantes e fora dos circuitos tradicionais de acesso ao livro”.

Para tornar a leitura uma prática regular em contexto hospitalar, o programa prevê a realização de ações de leitura, a criação de acervos bibliográficos, envolvendo autores, mediadores culturais, associações ou grupos de voluntários e também os municípios.

A promoção da leitura durante o internamento hospitalar “pode representar uma componente de bem-estar social relevante no processo de recuperação da saúde”, refere-se no despacho, através do qual o Governo defende que esta medida deve ser entendida “como uma intervenção de promoção da saúde pública e individual, ao favorecer o bem-estar psicológico, o estímulo cognitivo, e a redução dos níveis de ansiedade, com impacto direto na recuperação clínica”.

Prevê-se ainda a possibilidade de integração atual ou futura da rede de bibliotecas públicas no projeto, com o envolvimento dos municípios aderentes ou da Associação Nacional de Municípios.

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