Um projeto considerado inovador pretende levar a cobertura de rede 5G a zonas remotas do Alentejo, até 2026, servindo 70 mil pessoas deste território, num investimento de 5,3 milhões de euros, com apoio de fundos comunitários.
A iniciativa está a cargo do consórcio do projeto “5G.RURAL – 5G for rural smart communities of tomorrow”, liderado pela empresa dstelecom, e vai ser apresentado numa evento no Museu de Tapeçaria de Portalegre, na quinta e sexta-feira.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a dstelecom explicou tratar-se de “um projeto inovador” a nível nacional e europeu.
“Embora desenvolvido e implementado em Portugal, pretende criar um conjunto de metodologias que visam revolucionar a conectividade de banda larga, não só nas zonas rurais em Portugal como também replicar o conceito a nível europeu, em alinhamento com a estratégia europeia de expansão do acesso à ‘broadband’ em áreas insuficientemente abastecidas”, realçou.
No que respeita a Portugal, de acordo com a empresa, o projeto “tem, para já, a ambição de garantir, até 2026, a implementação de uma panóplia de casos de uso assentes em 5G em zonas remotas do Alentejo”.
No âmbito da iniciativa, vai ser fornecida cobertura de 5G nestas zonas alentejanas em “áreas como a saúde, educação, energia, agricultura, turismo, arte e cultura”, lê-se na nota.
Desta forma, será possível levar o 5G “a mais de 70 mil pessoas nesta região”, o que vai permitir melhorar “a qualidade de vida e acessibilidade destas populações, com base na conectividade”, frisou a dstelecom.
O projeto está orçamentado em 5,3 milhões de euros, contando com um cofinanciamento de 75% por parte de fundos comunitários, acrescentou.
Além da dstelecom, o consórcio reúne as empresas NOS, Innovation Point (empresa do dstgroup) e a IrRadiare.
Na quinta e sexta-feira, o Museu de Tapeçaria de Portalegre – Guy Fino vai ser palco da conferência intitulada “5G.RURAL – Interconectividade para Todos”, que marcará o início oficial do projeto.
No encontro, autoridades locais, fornecedores de tecnologia e representantes da comunidade vão debater os objetivos do projeto, explorar novos modelos de comunidades inteligentes e o acesso partilhado a infraestruturas tecnológicas, com a implementação da primeira infraestrutura 5G de ‘neutral host’, para apoiar a inclusão digital em zonas de carência ao nível digital.
De acordo com a organização, a iniciativa terá início
às 14:00 de quinta-feira.
A dstelecom, criada em 2008, tem como missão “eliminar as barreiras geográficas e permitir que todos os portugueses – do litoral ao interior – tenham a mesma oportunidade de interagir com o mundo, através das redes de comunicações mais modernas”.
“Para o efeito, construiu, opera e mantém a primeira e maior rede multioperador de fibra ótica da Europa”, nas zonas onde existe uma maior carência ao nível digital, em Portugal.
Esta rede de fibra ótica já passa hoje “por mais de 145 municípios” portugueses e é através dela que “todos os operadores de telecomunicações a atuar no país disponibilizam os seus serviços ao consumidor final”, explicou a empresa.


















