A Queijaria Sapata, de Reguengos de Monsaraz, abriu no passado dia 5 de setembro uma nova loja.
Um espaço que, para além da venda de produtos, se encontra aberto para um turismo relacionado com a atividade: O Lactoturismo.
Um conceito recente do ramo turístico, que envolve visitas a queixarias, principalmente no sentido de explicar e ver todo o processo de produção da iguaria.
Um «sonho» inovador no Alentejo
Um projeto «inovador» na região alentejana, para São Sapata, dona da Queijaria Sapata, em declarações a’ODigital.pt que se tornou na «realização de um sonho».
«Aqui na nossa zona temos muito turismo e como o turismo que aqui vem gosta muito de visitar, de conhecer, lembramo-nos de fazer este lactoturismo», referiu a empresária, dizendo ainda que, neste caso, «consiste numa visita à nossa fábrica».
Experiência para conhecer todo o processo do queijo
Desta forma, detalhou que os visitantes têm agora a oportunidade de «verem o fabrico dos queijos», onde é explicado «um bocadinho de todo o nosso processo, desde e entrada do leite à expedição», terminando na nova loja, onde há uma «prova dos nossos produtos».
Com um custo de 10€ por pessoa, com desconto para os mais novos, o visitante irá «mesmo só ver» o processo, até porque «só trabalhamos com leite cru», que é «um alimento muito perecível».
«Temos de ter muitos cuidados. O próprio visitante, para poder entrar na fábrica, tem de ir devidamente equipado, senão não entra», atirou ainda São Sapata.
A empresária revelou que esta ideia já começou «há uns aninhos», quando começou a trabalhar com os pais. Agora, já à frente do negócio, «sempre disse que um dia ia ter uma loja ao meu gosto e onde pudesse mostrar aos nossos turistas aquilo que fazemos de melhor».
Para além da loja, São Sapata vincou que também teve influência dos alojamentos locais reguenguenses, pois «querem dar mais oferta aos clientes».
Já com o projeto “na rua”, a empresária sublinhou que «tem havido muita procura» e que «já temos reservas», principalmente «por pessoas da região»: «Estão a adorar isto».
«O Estado não ajuda a agroindústria»
A empresária revelou ainda que este projeto obrigou a um esforço financeiro de 300 mil euros, um valor «muito alto e tudo nosso».
«O Estado, infelizmente, não ajuda a agroindústria. Temos de trabalhar muito para pagar os nossos investimentos», destacou, dizendo ainda que «que tenhamos saúde e muitos clientes para conseguirmos isso».



















