“Fake” é o título do novo espetáculo que o Projecto Ruínas, de Montemor-o-Novo, vai estrear nesta cidade alentejana, na quinta-feira, refletindo sobre a forma como o mundo digital molda o corpo, o pensamento e a perceção.
Em comunicado, a companhia teatral explicou que a nova produção vai estar em cena no Cine-Teatro Curvo Semedo, na cidade de Montemor-o-Novo, no distrito de Évora, entre quinta-feira e sábado, sempre às 21:30, com entradas gratuitas (mas reserva prévia).
O espetáculo, da autoria do encenador e ator Francisco Campos, do Projecto Ruínas, aborda “a forma como o mundo digital molda o corpo, o pensamento e a perceção”, pode ler-se.
De acordo com a companhia, trata-se de “uma reflexão performativa sobre o vazio do excesso, sobre o ‘não-conteúdo’ que preenche as rotinas contemporâneas, alimentadas por ‘scrolls’ infinitos e assuntos efémeros”.
Neste espetáculo, segundo a sinopse, três personagens encontram-se na sua tertúlia semanal, onde exibem os seus “algoritmos individuais”.
Ao longo de três atos distintos, e através da musicalidade e do movimento, a produção “expõe os danos e transformações provocados por 20 anos de Banda Larga e 15 anos de ‘smartphone’”.
“Fake”, interpretado e também criado por Francisco Campos, Paulo Quedas e Ricardo Falcão, convida o público para uma experiência sensorial e crítica: “Sobre o modo como vivemos — e nos perdemos — no fluxo constante de informação”.
O Projecto Ruínas referiu que o projeto nasceu de “processos de improvisação, com um foco particular na relação entre corpo e som, explorando como a coreografia e a música podem traduzir os ruídos, repetições e automatismos do quotidiano digital”.
A companhia foi fundada, em 2000, por um grupo de artistas de diferentes disciplinas e, ao longo destes 25 anos, produziu mais de 40 espetáculos.
O Projecto Ruínas assumiu que tem procurado “um caminho singular de criação através da experimentação, cruzamento de disciplinas e influências, ‘devising’ e novas dramaturgias”.
“Partindo do pressuposto de que, em cada projeto tem que se percorrer um caminho novo, o Ruínas tenta, nos seus espetáculos, partilhar a experiência da criação com o público, de uma forma crua, desafiando limites, arriscando e abraçando as falhas”, relatou a companhia, no comunicado.
As principais linhas de ação artística do Ruínas incluem a criação de espetáculos e de outros objetos artísticos, a itinerância, a programação do festival Noites Curtas, a formação teatral e a edição dos textos levados à cena.


















