Projecto Ruínas estreia ‘monstros’ da nova produção em Montemor-o-Novo

Teatro Montemor-o-Novo

O universo de três personagens que se transformam gradualmente em monstros é retratado em “Function ou A Função”, a nova produção do Projecto Ruínas, que se estreia em Montemor-o-Novo, na quinta-feira, divulgou hoje a estrutura cultural.

A nova criação artística da companhia, sediada em Montemor-o-Novo, no distrito de Évora, vai ser representada, em estreia, entre quinta-feira e sábado, às 21:30, no Cineteatro Curvo Semedo.

Com texto e encenação de Francisco Campos, a ideia principal do projeto aborda a “transformação e requalificação de pessoas que se tornam obsoletas para a função que desempenham na sociedade”, indicou o Projeto Ruínas, em comunicado enviado à agência Lusa.

“São três testemunhos de pessoas que necessitam de um ‘upgrade’. As implicações que esse processo de mutação tem em cada uma das personagens é refletida por meios absurdos em figuras monstruosas que lutam para se manterem humanas”, acrescentou.

Dividida em três partes, a produção “retrata o universo de três personagens que se transformam gradualmente em monstros”.

Na primeira parte, “um homem trabalha num pequeno escritório ou departamento, onde desempenha uma função inútil qualquer, daquelas que os novos tempos tornaram obsoleta”.

Só que, “uma noite, durante o turno, o funcionário adormece” e, “quando acorda está transformado num monstro”, o que o deixa “assustado e profundamente envergonhado”, pode ler-se na sinopse do espetáculo.

“Os colegas reparam mas não estranham. O tempo passa e a transformação torna-se permanente”, relatou também a companhia, explicando que, relativamente à segunda e terceira partes, a peça retrata o mesmo fenómeno em personagens diferentes.

“Function ou A Função” é criada e interpretada por Catarina Caetano, Francisco Campos e Miguel Antunes.

Depois de Montemor-o-Novo, a produção ruma ao Cacém, no concelho de Sintra (dia 20 de novembro), Sobralinho, no concelho de Vila Franca de Xira (03 e 04 de dezembro), e Odivelas (15 a 18 de dezembro), sempre no distrito de Lisboa.

Este projeto da estrutura alentejana foi financiado pelo Ministério da Cultura, através da Direção-Geral das Artes, e Câmara de Montemor-o-Novo, sendo apoiado por diversas entidades culturais.