Os produtores de queijo de Rio de Moinhos, no concelho de Borba, estão preocupados com o aumento do preço do leite que se tem verificado nos últimos tempos.
Desde 2022 que o preço do leite e dos laticínios tem vindo a aumentar, uma evolução que os produtores de leite consideram tardia, abrupta, mas necessária face à pressão que os custos de produção exercem no setor desde 2021.
No entanto, o aumento do leite tem estado a preocupar os produtores de queijo de Rio de Moinhos, que já reclamam por apoios.
Para Lénia Boto, produtora de queijo de Rio de Moinhos, “os apoios eram sempre bem-vindos, pois, neste momento está mais difícil porque leite subiu muito, como está à vista de toda a gente”, acrescentando que “o leite subiu muito e nós, para conseguirmos manter os nossos clientes, temos estado a suportar esses custos, que são para além das nossas capacidades”.
“Para já temos que conseguir ultrapassar esta fase, pois temos esperanças que isto mude, mas se não mudar tudo se pode complicar”, frisou Lénia Boto.
Já Beatriz Corvelo, também produtora de queijo de Rio de Moinhos, “tem sido uma preocupação ver o preço do leite a subir, pois, tem vindo a aumentar cada vez mais e em especial o leite de ovelha”.
“Tem sido complicado fazer face a este aumento de preço, vamos ver o que isto vai dar”, disse ainda Beatriz Corvelo.
A subida dos preços dos produtos lácteos ao consumidor reflete o aumento de custos desde a produção até à indústria e à distribuição, referiram, recentemente, os produtores, depois de várias notícias que dão conta de um aumento dos preços de alimentos essenciais a níveis acima da inflação média.
Em comunicado, a Federação Nacional das Cooperativas de Produtores de Leite (FENALAC) apontou que, entre janeiro de 2022 e janeiro deste ano, o preço médio do leite ao produtor no continente aumentou 60%, para 0,58 euros por litro.
Esta variação “resulta do aumento brutal dos fatores de produção, os quais, desde o início de 2021, têm crescido exponencialmente, nomeadamente a energia (60%), os alimentos para animais (58%) e os fertilizantes (200%), rubricas que representam cerca de 90% dos custos operacionais da aatividade”.
Produtores de queijo de Rio de Moinhos (Borba) preocupados com a subida do preço do leite

















