Numa altura em que a região Alentejo regista um crescimento da atividade turística, o presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, desafia as “autarquias a investir cada vez mais na qualificação do espaço público e da animação turística”.
José Manuel Santos falava a’ODigital.pt, após se saberem os dados estatísticos do turismo relativos ao ano de 2023, um ano em que a atividade turística cresceu na região.
Para o presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo, na região “precisamos de reforçar o número de hotéis de categoria plus, porque são estes hotéis que acabam muito por puxar pelo destino, pois, apesar de todos os hotéis, todas as unidades são relevantes, todos têm um papel importante para desempenhar no ecossistema turístico, mas precisamos de facto de puxar muito para este pelotão da frente, que é este que permite que há franjas do mercado com grande poder aquisitivo, possam demandar a região e possam na região, depois ter um consumo turístico em todo aquilo que é a cadeia de oferta do turismo.”
José Manuel Santos frisa que “precisamos de continuar a apoiar as empresas, a melhorar as condições de serviço das suas unidades, investir muito na qualificação das pessoas, precisamos de mais unidades de categoria plus, de categoria de 4 ou 5 estrelas e isso é um papel, obviamente, dos promotores empresariais, mas também um papel das políticas públicas, nomeadamente os fundos europeus, que devem criar condições para que esse investimento surja”.
As “autarquias também têm um papel importante, pois, têm que investir cada vez mais na qualificação do espaço público, têm que investir na qualificação da animação turística, das ruas, dos seus centros urbanos, têm que investir em equipamentos museológicos, interpretativos, de animação, porque essa área é extremamente importante para a manter e atrair turistas, melhores turistas e turistas ao longo de todo o ano”, salientou.
Considera José Manuel Santos que é necessário “transformar o produto territorial em produto comercial, precisamos que as nossas redes de oferta, nas quais temos investido tanto nos últimos anos, os caminhos de Santiago, a rede de Cycling, a rede de áreas de serviço, autocaravanismo, entre outras, possam gerar negócio, possam atrair pessoas, possam englobar a programas e pacotes de operadores turísticos e de cadeias hoteleiras.”
“Há aqui um trabalho gigantesco que é de ampliar e melhorar a oferta do destino, torná-la mais forte, mais rigorosa, para que ela possa proporcionar experiências mais memoráveis, mais inesquecíveis a quem nos visita”, afirmou.
O responsável terminou referindo que “é desejável que o destino se internacionalize mais e que essa internacionalização possa ocupar mais áreas do território, pois, precisamos também que no Alto e no Baixo Alentejo de unidades hoteleiras de maior referência, calendários de animação mais interessantes com conteúdos que atraiam os visitantes, que atraiam os visitantes estrangeiros e posso dizer que estamos no bom caminho, mas no turismo o trabalho que nos espera é sempre enorme e sempre gigantesco”.

















