O presidente da Entidade Regional de Turismo (ERT) do Alentejo e Ribatejo, José Manuel Santos, defende uma redução da carga fiscal para as empresas de restauração e alojamento.
Em declarações aos jornalistas, a poucos dias do Dia Mundial do Turismo, que hoje se celebra, José Manuel Santos congratulava-se com os resultados que a região tem obtido este Verão, especificando que “foi um bom ano turístico, aliás, o Alentejo foi em julho, a região do país que mais cresceu. Crescemos 8,6% nas dormidas, 7,6% no mercado português e 11,5% nas dormidas de estrangeiros, com o nível de receitas e de proveitos muito na linha do 2022.”
Para o presidente da ERT do Alentejo e Ribatejo, “foi um ano turístico difícil para as empresas, em que, obviamente, continua a haver uma grande pressão dos custos energéticos e dos custos gerais das matérias-primas, mas empresas turísticas em geral do país e em concreto do Alentejo e do Ribatejo, têm de facto demonstrado uma resiliência impressionante, com capacidade de ir buscar clientes a outros destinos mais maduros, com algum ajustamento de preço e com muita capacidade competitiva.”
José Manuel Santos diz ainda estar confiante que “a região terá uma boa época de transição para a época baixa”, revelando que “vamos lançar muito brevemente uma campanha promocional que nos vai ajudar e que vai ajudar as empresas neste período. Agora que é um período bom para o Alentejo, entre o final de setembro e o início de novembro, para procurarmos também que os próximos meses sejam bons meses para o nosso turismo”.
Já sobre mais investimento para o turismo na região, José Santos referiu que “precisa-se mais investimento em setores tradicionais, nomeadamente investimento no marketing e na comunicação, pois, nós precisamos de continuar a competir com os outros destinos do país, com os destinos regionais.”
O responsável pretende “que os turistas escolham o Alentejo e para isso têm que fazer promoção, têm que fazer marketing tal como vamos fazer agora nos próximos meses. É preciso investir nos fatores de marketing e comunicação e é preciso investir em setores ligados às empresas. É preciso investir na digitalização, na sustentabilidade. É preciso dar competências às pessoas para a digitalização.”
Desafiou o sector a não se “encostar aquela ideia que o Alentejo está com resultados fantásticos e que não é preciso investir e que não é preciso investir na promoção e no marketing, e quem se encostar a esta ideia está errado”.
“Hoje o Alentejo é a grande região do país que atrai o investimento estrangeiro, há bons investimentos, mas temos que deixar de ser o último da escala, o caminho para o Alentejo é crescer e para isso é preciso investir”, frisou.
Já perante o contexto económico atual, José Santos pede ao Governo “uma redução da carga fiscal, pois, não passou assim tanto tempo depois da pandemia e todos nos recordamos o que aconteceu às empresas de restauração e do alojamento e, há empresas que ainda têm balanços desequilibrados, que ainda estão a estabilizar, mas que estão a vender e que estão a dar uma imagem forte dos destinos e é preciso ajudá-las”, acrescentando que “isso é uma questão, obviamente, que transcende entidades regionais, é uma questão de política nacional.”
Concluiu voltando a referir que é “favorável a uma redução fiscal e o governo estará atento, pois, empresas mais saudáveis, que possam pagar melhor, com menos fiscalidade, com mais liberdade, teremos melhor turismo no Alentejo e no Ribatejo”
















