O presidente da Federação Distrital de Portalegre do PS, Luís Moreira Testa, defendeu que o ex-deputado do PS por Portalegre Ricardo Pinheiro reúne as condições necessárias para liderar a CCDR do Alentejo.
“Pelo seu percurso, foi presidente de câmara, deputado, secretário de Estado do Planeamento, que é uma pasta que tem diretamente a ver com o trabalho diário da CCDR e novamente deputado, é uma pessoa que tem vasta experiência para o exercício da função”, justificou Luís Testa, em declarações à agência Lusa.
Para o presidente da federação e atual deputado do PS eleito pelo círculo eleitoral de Portalegre, Ricardo Pinheiro vai “conseguir empreender a energia” que a região necessita nesta altura, caso seja eleito.
Ricardo Pinheiro revelou à Lusa que é apoiado pelo seu partido e também pelo PSD para se candidatar à presidência da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.
“Estou a preparar a documentação necessária para formalizar a candidatura”, indicou o antigo deputado, que foi secretário de Estado do Planeamento no XXII Governo (26 de outubro de 2019 – 30 de março de 2022), presidido por António Costa.
Foi presidente da Câmara de Campo Maior, entre 2009 e 2019, ano em que foi eleito deputado à Assembleia da República pelo PS. Presidiu ainda à Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).
Engenheiro eletrotécnico de profissão, foi diretor de manutenção do Grupo Nabeiro, local onde trabalha atualmente.
Luís Moreira Testa explicou ainda que a “manobra de consensualização” para encontrar um perfil que concorresse à CCDR do Alentejo foi “bastante complexa”, começando pela discussão interna no PS, no âmbito das quatro estruturas políticas distritais, Portalegre, Évora, Beja e Setúbal.
Depois, segundo Luís Moreira Testa, após um consenso no âmbito do PS e também no âmbito de um acordo com o PSD, era preciso encontrar uma pessoa que reunisse também o apoio dos sociais-democratas.
“Isto foi um percurso longo e com alguma complexidade e, foi nesse sentido, primeiramente dentro do PS e, à posteriori, também com o PSD, que se chegou à conclusão [escolher o nome de Ricardo Pinheiro]”, disse.
A Lusa contactou o atual presidente da CCDR do Alentejo, António Ceia da Silva, que se limitou a explicar que não se recandidata ao cargo por falta de apoios: “Não reuni os apoios necessários”.
O prazo de candidaturas para as eleições indiretas para as comissões de coordenação e desenvolvimento regional, marcadas para 12 de janeiro, termina às 23:59 desta terça-feira.
De acordo com o jornal Expresso, há um acordo entre o PSD e o PS para dividir as presidências das CCDR a nível nacional, com o PSD a ficar com o Norte e Centro e o PS com Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.
No domingo, o jornal Público noticiou este mesmo acordo, referindo que, no caso do Alentejo, “os socialistas propuseram Ricardo Pinheiro”.
Ao contrário do que aconteceu nas últimas eleições, em que o presidente foi eleito apenas pelos presidentes de câmara, nas próximas eleições o colégio eleitoral será mais alargado, incluindo todos os eleitos locais da região.



















