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Presidente da Évora_27 desafia autarquias a unir esforços para criar a Orquestra Regional do Alentejo

Évora_27 apela à união dos municípios para a Orquestra do Alentejo e aponta São Bento de Cástris como possível sede da futura estrutura.

A presidente da Associação Évora_27, Maria do Céu Ramos, lançou um apelo às autarquias do Alentejo para que se unam na criação da futura Orquestra Regional, defendendo que a articulação entre municípios e instituições será determinante para o sucesso do projeto.

Em declarações ao Jornal ODigital.pt, a responsável sublinhou que a apresentação de uma candidatura conjunta poderá reforçar a posição da região no concurso agora promovido pela Direção-Geral das Artes.

«A União faz a força […] se houver realmente congregação de esforços […] haverá com certeza uma candidatura mais forte», afirmou.

Maria do Céu Ramos destacou que este modelo colaborativo permitirá não só garantir maior robustez ao projeto, mas também diluir o esforço financeiro exigido às autarquias.

«Se os 47 municípios se juntarem, o esforço financeiro de cada um deles […] será muito menor e o benefício será ampliado pelo sentido de valorização do território», acrescentou.

A responsável salientou ainda que a orquestra deverá assumir uma dimensão regional efetiva, com programação distribuída por todo o Alentejo, desde o interior ao litoral.

São Bento de Cástris surge como hipótese para instalação

Apesar de a localização da sede depender das candidaturas apresentadas, o Convento de São Bento de Cástris, em Évora, é apontado como uma solução possível para acolher a futura orquestra.

«Se não houver outras possibilidades, haverá seguramente o espaço de São Bento de Cástris que pode acolher com qualidade técnica apropriada a Orquestra Regional do Alentejo», referiu.

O edifício encontra-se abrangido por um processo de requalificação financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, com o objetivo de criar condições técnicas adequadas para atividades culturais.

Ainda assim, Maria do Céu Ramos sublinhou que a decisão final sobre a localização será definida no âmbito do concurso e dependerá das propostas apresentadas pelas entidades concorrentes.

Projeto nasce de aspiração regional e articulação institucional

A criação da Orquestra Regional do Alentejo é descrita como uma ambição antiga da região, envolvendo um conjunto alargado de entidades públicas e privadas.

«É um passo firme e seguro para concretizar uma aspiração de muitos alentejanos», afirmou a presidente da Associação Évora_27.

Segundo a responsável, o projeto deverá mobilizar municípios, universidades, politécnicos e o tecido associativo ligado ao ensino e à prática musical, reforçando a capacidade de resposta cultural da região.

Maria do Céu Ramos destacou também o papel desempenhado pela associação na preparação do processo, nomeadamente na sensibilização política para a criação da orquestra e na articulação com o Governo.

«Procurámos […] tirar partido desta oportunidade», referiu, sublinhando o contributo da estrutura para a concretização da decisão política que permitiu avançar com o concurso.

Ligação estratégica à Capital Europeia da Cultura

A futura Orquestra Regional do Alentejo deverá iniciar atividade em 2027, estando prevista a sua integração na programação de Évora como Capital Europeia da Cultura.

«O desejo de Évora 2027 […] é que esta nova orquestra regional integre a programação artística», afirmou Maria do Céu Ramos.

A responsável considerou que esta articulação representa uma oportunidade para afirmar a orquestra num contexto de projeção internacional.

«É um palco europeu […] que se abre ao mundo», referiu, destacando o potencial de circulação e de intercâmbio artístico associado ao projeto.

Mobilização em curso junto dos municípios

A Associação Évora 2027 tem vindo a promover o projeto junto das autarquias e entidades regionais, incentivando a participação no processo concursal.

Segundo Maria do Céu Ramos, a estrutura tem apresentado a iniciativa em diferentes fóruns institucionais, incluindo reuniões com comunidades intermunicipais, com o objetivo de estimular o interesse e a organização de candidaturas.

A responsável reiterou que, apesar desse papel de mobilização, a associação mantém uma posição independente no processo, que será conduzido pelo Ministério da Cultura, através da Direção-Geral das Artes.

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