A Associação Académica da Universidade de Évora (AAUE) acompanhou esta quarta-feira, 17 de setembro, a receção aos novos estudantes do ano letivo 2025/26, com mensagens de boas-vindas em vários polos da instituição.
Em declarações ao Jornal ODigital.pt, a presidente da AAUE, Ana Beatriz Calado, sublinhou a importância de os alunos sentirem que não estão sozinhos no início desta etapa. «Tentámos deixar uma mensagem muito positiva, mas também de preocupação. Se houver algum problema, nós estamos cá. A universidade, os serviços técnicos e os serviços de ação social estão presentes para ajudarem estes estudantes», afirmou.
A dirigente estudantil salientou que esta mensagem foi transmitida em conjunto com a Reitora da Universidade de Évora. «Foi uma mensagem que eu e a Magnífica Reitora tentámos passar em todas as escolas», acrescentou.
Universidade atraiu mais estudantes
Apesar do contexto nacional de diminuição do número de candidatos ao ensino superior, a presidente da AAUE destacou os resultados obtidos pela instituição. «Desejamos felicitar os estudantes que ingressaram agora no ensino superior. Apesar do contexto nacional, a Universidade de Évora destacou-se pela positiva. Tivemos até mais estudantes que no ano anterior», referiu.
Nas declarações prestadas a este jornal, lembrou ainda o papel da academia na coesão territorial. «Acho que é de valorizar aquilo que a Universidade tem feito num papel de desenvolvimento, principalmente na região do Alentejo e do interior. É a prova da qualidade da instituição e da facilidade em estudar em Évora. Muitos colegas dizem mesmo que a Universidade de Évora é a sua casa», afirmou.
Alojamento continua a ser a maior barreira
Entre os desafios identificados, Ana Beatriz Calado destacou o acesso à habitação como principal dificuldade para os estudantes. «O alojamento é a maior barreira que vão encontrar neste momento na cidade de Évora. Não só aqui, mas também a nível nacional», apontou.
Explicou ainda que, embora os preços em Évora sejam inferiores aos praticados em Lisboa ou Porto, continuam a ser um problema. «Estamos a falar que em Évora um quarto deve rondar uns 300 ou 350 euros, comparando com Lisboa ou Porto, onde custa entre 400 e 500 euros. Ainda assim, já não considero que seja acessível», afirmou.
Compromisso com os estudantes
A presidente da AAUE garantiu que a associação estará atenta a estas dificuldades e disponível para apoiar a comunidade académica. «Estamos cá para tentar resolver os problemas que os estudantes enfrentam. Este é também o nosso papel enquanto Associação Académica», reforçou.



















