No âmbito da visita ao distrito de Évora, o Presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, assistiu à sessão de apresentação da candidatura de Vila Viçosa a Património Mundial da UNESCO e ficou a saber que esta candidatura poderá seguir já em janeiro para Paris.
A iniciativa decorreu no salão nobre dos Paços do Concelho e contou com a presença de várias entidades locais, com destaque para o Presidente da Câmara Municipal, Inácio Esperança e do Arquiteto Nuno Lopes, que apresentou a candidatura.
Em declarações aos jornalistas, José Pedro Aguiar-Branco salientou a singularidade da candidatura, elogiando a visão abrangente que a sustenta. «Fiquei a perceber que a própria forma de apresentar a candidatura vai muito para além da mera classificação de um património.»
É uma candidatura que «está associada a uma dinâmica de desenvolvimento que pode ficar ancorada nessa classificação. Não é apenas sobre o valor histórico e monumental, mas também sobre criar uma âncora de desenvolvimento equilibrado para a região», afirmou.
Aguiar-Branco destacou ainda a relevância nacional da candidatura, afirmando que «esta é uma iniciativa que importa não só à região, mas também ao país como um todo. Ao contribuir para o sucesso deste projeto, estamos a valorizar um património que representa o melhor da nossa história e da nossa cultura».
O Presidente da Assembleia mostrou-se empenhado em apoiar a candidatura: «Na medida em que eu possa contribuir para um resultado positivo, evidentemente que o farei. Esta é uma causa de Vila Viçosa, mas é também uma causa nacional».
Já Inácio Esperança, Presidente da Câmara Municipal de Vila Viçosa, sublinhou a importância da candidatura enquanto oportunidade para preservar e valorizar o património local. «A candidatura à UNESCO é uma forma de consciencializar as pessoas e as instituições sobre a necessidade de preservar, recuperar e reabilitar o património que temos, garantindo que ele seja passado às gerações futuras», afirmou.
O autarca destacou ainda o objetivo de promover um turismo cultural sustentável, em detrimento do turismo de massas. «Não queremos um turismo que descaracterize a vila. O nosso objetivo é atrair um turismo cultural, ligado ao conhecimento, à investigação e ao estudo. Queremos trazer pessoas para descobrir e estudar aquilo que existe em Vila Viçosa, que é um património único e de grande valor», acrescentou.
Inácio Esperança relembrou ainda a importância histórica de Vila Viçosa, referindo que a vila teve um papel central no desenvolvimento do país e nas grandes decisões mundiais tomadas durante a dinastia de Bragança.
Relativamente ao estado do processo, Inácio Esperança informou que a documentação necessária já foi entregue e encontra-se em análise. «Estamos a aguardar que o Gabinete Português da UNESCO se pronuncie. Existe uma reunião agendada para janeiro, onde será avaliado se a candidatura tem condições para seguir para Paris. Estamos confiantes de que a resposta será positiva e de que a candidatura poderá avançar já em janeiro para Paris», concluiu.



























