Ricardo Pinheiro, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, considera que a parceria entre Campo Maior e Redondo pode contribuir para internacionalizar as tradições e o património cultural da região.
A declaração foi feita durante a apresentação da Rua Móvel de Redondo, integrada nas Festas do Povo de Campo Maior, onde o responsável destacou a capacidade dos dois municípios para trabalharem em conjunto.
Uma parceria que ultrapassa fronteiras municipais
Ricardo Pinheiro sublinhou que a ligação entre Campo Maior e Redondo representa uma cooperação que vai além dos limites de cada concelho.
«Dois autarcas, o presidente Luís Rosinha e o presidente David Galego, foram capazes de ver muito mais para além daquilo que são as fronteiras do seu concelho e juntar o povo do Redondo com o povo de Campo Maior», afirmou.
Na perspetiva do presidente da CCDR do Alentejo, as Festas do Povo e as Ruas Floridas são manifestações culturais com histórias diferentes, mas assentes na participação das comunidades e na arte de trabalhar o papel.
Essa proximidade permite juntar formas distintas de interpretar e preservar uma tradição, criando uma ligação com capacidade para promover o Alentejo junto de novos públicos.
«Somos capazes de internacionalizar o Alentejo»
Ricardo Pinheiro defendeu que a cooperação entre municípios deve ser pensada à escala regional, através da soma de diferentes tradições e identidades.
«Quando somos capazes de somar 47 municípios, 47 tradições, 47 tipos de sentimentos diferentes, somos capazes de internacionalizar o Alentejo», afirmou.
O responsável considerou que a parceria entre Campo Maior e Redondo pode servir de exemplo para outras iniciativas de cooperação regional, sobretudo num território que procura reforçar a sua projeção nacional e internacional.
«Este evento ajuda e muito a essa projeção internacional», acrescentou.
Cultura com impacto no turismo
Para Ricardo Pinheiro, as Festas do Povo têm capacidade para atrair mais de 400 mil pessoas a Campo Maior e ao Alentejo. O responsável considera que esse movimento representa mais do que a chegada de visitantes.
«É muito mais do que a atração, é a possibilidade», afirmou, referindo-se ao impacto que a presença de pessoas de diferentes regiões e países pode ter na projeção do território.
O presidente da CCDR relacionou ainda a promoção das tradições com a atividade turística e económica, defendendo que a cultura pode contribuir para reforçar a atratividade do Alentejo.
Comunidade e gestão pública
Ricardo Pinheiro considerou que a continuidade das Festas do Povo depende da articulação entre as autarquias, os cabeças de rua e a população.
«Este evento tem de se continuar a fazer uma fusão entre aquilo que é a gestão pública das autarquias e a vontade dos cabeças de rua e do povo de Campo Maior continuarem a ter força para realizar este evento», afirmou.
O responsável defendeu ainda que a manutenção desta ligação entre poder local e comunidade será importante para preservar o reconhecimento das Festas do Povo como Património Cultural Imaterial da Humanidade.
A Rua Móvel de apresentação das Ruas Floridas de Redondo 2027, com o tema «O Alentejo e o Vagar», foi inaugurada este domingo, 9 de agosto, na Praça da República, em Campo Maior. A iniciativa integra as Festas do Povo, que decorrem até 16 de agosto, e reforça a parceria entre os dois municípios alentejanos.















