O presidente da Câmara Municipal de Borba, Pedro Esteves, afirmou que falta definir o “envelope financeiro” necessário para avançar com as intervenções nas pedreiras em situação crítica do concelho, apesar do alinhamento entre as entidades envolvidas.
O autarca falava no final da reunião de trabalho realizada esta segunda-feira, 13 de julho, em Vila Viçosa, depois de uma jornada que incluiu visitas a pedreiras nos concelhos de Estremoz, Borba e Vila Viçosa.
“Estamos todos muito alinhados naquilo que é necessário fazer, no que faz falta. Os objetivos são comuns”, declarou Pedro Esteves, referindo o trabalho desenvolvido com a Empresa de Desenvolvimento Mineiro (EDM), a CCDR Alentejo e a Secretaria de Estado Adjunta do Ambiente e da Energia.
O presidente da Câmara considerou, contudo, que permanece por garantir uma das componentes necessárias para concretizar as soluções discutidas.
“Há aqui uma sintonia quase perfeita. Falta o mais importante, o envelope financeiro”, afirmou.
Município e EDM convergem sobre soluções técnicas
Pedro Esteves explicou que o município já vinha a abordar a situação das pedreiras com a EDM e a CCDR Alentejo, tendo realizado também contactos anteriores com a Secretaria de Estado.
A reunião de Vila Viçosa permitiu juntar as várias entidades envolvidas e avaliar em conjunto as soluções para as situações identificadas no concelho de Borba.
Segundo o autarca, existe também convergência entre os técnicos municipais e os da EDM relativamente a algumas das propostas apresentadas.
“Mesmo alguns traçados que são propostos pelos nossos técnicos são assumidos também pelos técnicos da EDM”, referiu Pedro Esteves, acrescentando que as entidades partilham os mesmos objetivos para a resolução dos problemas existentes.
O presidente da Câmara não avançou um valor para as intervenções no concelho nem indicou qual poderá ser a origem das verbas necessárias.
Poço Bravo entre as situações em análise
Entre os processos abordados está a intervenção numa pedreira em situação crítica na zona do Poço Bravo. “Estamos a falar da recuperação da pedreira que está em situação crítica do Poço Bravo”, adiantou Pedro Esteves.
O autarca indicou que existem várias hipóteses em análise, mas não detalhou a solução técnica prevista, o custo estimado ou o calendário para a realização dos trabalhos.
“Há várias hipóteses sobre a mesa. Ainda estamos a trabalhar nelas, mas estamos todos também em sintonia na forma como iremos fazer”, declarou.
Questionado sobre o número de situações críticas em Borba, o autarca referiu que seriam “menos de uma dezena”, reconhecendo que não consegue precisar um número.
Novas reuniões previstas para acompanhar processo
A reunião realizada em Vila Viçosa não encerrou o processo. Pedro Esteves anunciou que haverá novos encontros entre as entidades para continuar a trabalhar nas soluções e no respetivo financiamento.
“Vamos ter reuniões ainda este mês. Ainda vamos reunir outra vez”, afirmou.
Está também previsto um novo balanço depois do período de férias, num encontro destinado a avaliar o desenvolvimento dos trabalhos e os passos seguintes.
O presidente da Câmara disse existir entre as entidades o objetivo de resolver as situações identificadas com rapidez, embora não tenha sido apresentado um prazo para o início das intervenções.
A definição do financiamento permanece, assim, como uma das matérias por concretizar após o alinhamento técnico e institucional alcançado entre o município, a EDM, a CCDR Alentejo e o Governo.




















