A escritora Djaimilia Pereira de Almeida foi distinguida, esta quarta-feira, com o Prémio Vergílio Ferreira 2025, numa cerimónia realizada na Sala dos Docentes do Colégio do Espírito Santo, na Universidade de Évora.
O galardão, atribuído anualmente, visa homenagear a literatura em língua portuguesa e reconhecer autores cuja obra se destaca no panorama literário contemporâneo.
A sessão contou com a presença da reitora da Universidade de Évora, Hermínia Vasconcelos Vilar, que abriu a cerimónia, seguida das intervenções de António Sáez Delgado, presidente do júri, e da professora universitária Cristina Firmino Santos, que apresentou a obra da autora premiada.
O júri decidiu, por maioria, atribuir o galardão a Djaimilia Pereira de Almeida, destacando que a escritora tem desempenhado um papel decisivo na revitalização da narrativa portuguesa contemporânea. Segundo a deliberação, a autora de Esse Cabelo constrói enredos e personagens que questionam questões de identidade, deslocamento e colonialismo, estabelecendo um diálogo singular com a tradição literária portuguesa. A sua obra tem sido amplamente reconhecida pela crítica e traduzida em várias línguas, reforçando o impacto da literatura portuguesa no panorama internacional.
Para Hermínia Vilar, a atribuição deste prémio reflete a diversidade e o dinamismo da literatura em língua portuguesa. «O prémio reflete a riqueza da língua portuguesa», afirmou a reitora, sublinhando a importância do reconhecimento de novos autores e das diferentes vozes que compõem o património literário luso.
A reitora realçou ainda a continuidade do Prémio Vergílio Ferreira, que celebra este ano a sua 29.ª edição. «Este é um prémio com identidade e continuidade, e que tem sido atribuído a escritores que nos permitem refletir sobre o lugar da literatura na cultura contemporânea», referiu.
Acrescentou que a obra de Djaimilia Pereira de Almeida traz à literatura portuguesa questões de inclusão e integração, dando visibilidade a personagens frequentemente esquecidas na sociedade. «Através da literatura, conseguimos dar voz a histórias que, de outra forma, poderiam passar despercebidas», frisou.
Criado em 1997, o Prémio Vergílio Ferreira distingue anualmente um autor de expressão portuguesa pelo conjunto da sua obra, reforçando o papel da literatura na construção da cultura. Ao longo das edições anteriores, foram premiados nomes como Mia Couto, Lídia Jorge e Gonçalo M. Tavares, consolidando a importância do galardão na valorização da literatura lusófona.
A cerimónia de entrega do prémio destacou a relevância da ficção e da escrita na compreensão das dinâmicas sociais e culturais. Os intervenientes salientaram que este prémio continua a celebrar a riqueza da língua portuguesa e a sua capacidade de refletir sobre a identidade e a memória coletiva, promovendo a diversidade de perspetivas e experiências na literatura contemporânea.































