A Portugal Fresh – Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores de Portugal, o Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional (COTHN) e a Federação Nacional das Organizações de Produtores de Frutas e Hortícolas (FNOP) exigem ao Governo um pacote de 140 milhões de euros em apoios diretos aos agricultores.
As três entidades subscrevem a posição assumida pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e justificam a reivindicação com aquilo que consideram ser uma perda de competitividade dos produtores portugueses face aos espanhóis, apontando diferenças nos apoios públicos concedidos nos dois países.
Défice comercial com Espanha atingiu 424 milhões de euros
No comunicado conjunto, Portugal Fresh, COTHN e FNOP referem que o défice da balança comercial de frutas, legumes e flores com Espanha aumentou 20% em valor no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.
De acordo com os dados divulgados pelas três organizações, o défice atingiu 424 milhões de euros naquele período.
As entidades defendem que sejam disponibilizados apoios diretos aos agricultores portugueses para compensar os custos acrescidos dos fatores de produção, considerando que a diferença entre as medidas adotadas em Portugal e em Espanha está a afetar as condições em que os produtores nacionais concorrem no mercado.
Reivindicações serão entregues a 12 de outubro
Portugal Fresh, COTHN e FNOP vão juntar-se à delegação que, no próximo dia 12 de outubro, entregará as reivindicações no Parlamento e na residência oficial do primeiro-ministro.
A iniciativa pretende reforçar junto do Governo a exigência de um pacote de 140 milhões de euros em apoios diretos ao setor agrícola.
No comunicado, as três organizações sustentam ainda que o esforço, a produtividade e o investimento realizados pelos produtores portugueses estão a ser condicionados pela diferença entre as respostas públicas adotadas em Portugal e Espanha.
















