Portalegre foi o concelho do interior com maior aumento anual nas rendas em fevereiro, enquanto Beja registou uma valorização significativa no mercado de venda de habitação, segundo o barómetro divulgado pelo Imovirtual.
Os dados relativos a fevereiro de 2026 confirmam uma evolução diferenciada do mercado imobiliário em Portugal, com o Alentejo a apresentar sinais de crescimento, tanto no arrendamento como na compra de casa.
Portalegre com maior subida nas rendas do interior
No mercado de arrendamento, Portalegre fixou a renda média nos 600 euros, registando uma subida anual de 33,3%, a mais expressiva entre os concelhos mais acessíveis do país.
Apesar de continuar entre os valores mais baixos a nível nacional, a evolução anual coloca o concelho alentejano entre os territórios do interior com maior dinamismo. O barómetro identifica um crescimento acelerado em alguns destes mercados, ainda que partindo de bases mais reduzidas.
Em contraste, os valores mais elevados continuam concentrados na Área Metropolitana de Lisboa, com Cascais a liderar com 2.490 euros mensais.
Beja valoriza 14,6% na venda de habitação
No segmento de compra, Beja apresenta um preço médio de 179.000 euros, traduzindo uma subida anual de 14,6%.
Também Portalegre surge entre os concelhos com preços médios mais baixos na venda, fixando-se nos 150.000 euros, com um crescimento anual de 20%.
Os dados indicam que, apesar da diferença significativa face aos mercados premium, existem concelhos do interior a registar ritmos de valorização relevantes.
No topo nacional, Cascais lidera nas vendas com um preço médio de 1.380.000 euros, seguido por concelhos da Área Metropolitana de Lisboa e do Algarve.
Mercado segmentado e procura redistribuída
A análise concelhia aponta para um mercado assimétrico, com um núcleo premium consolidado e territórios do interior a manterem-se como opções mais acessíveis, mas com crescimento anual em vários casos acima dos 20% e 30%.
Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, refere que «a leitura concelhia mostra que o mercado imobiliário português está cada vez mais segmentado», destacando a coexistência entre zonas com valores acima da média nacional e territórios com preços mais baixos, mas com ritmos de crescimento elevados.
O barómetro de fevereiro confirma assim um cenário de consolidação nos mercados de maior valor e uma valorização progressiva em concelhos do interior, incluindo no Alentejo.

