O Ministério Público (MP) acusou José Horta Gomes, conhecido por “Malaquias”, de homicídio qualificado agravado e detenção de arma proibida, após matar um homem de 53 anos, numa pastelaria em Salvada, concelho de Beja.
Segundo informação do Jornal de Notícias, o crime ocorreu a 8 de março, na pastelaria “Pop Doce”, depois de uma discussão sobre o facto de o arguido ter acendido um cigarro dentro do estabelecimento.
O homem e o proprietário do café pediram a “Malaquias” que não fumasse no interior do estabelecimento. O agora arguido caminhou para a porta e ficou a fumar no meio desta, com a porta entreaberta, porém só por insistência do proprietário é que saiu para acabar o cigarro na rua
De acordo com a publicação, “Malaquias” voltou para dentro do estabelecimento, mas envolveu-se num confronto físico com a vítima, tendo se dirigido de seguida à casa de banho.
Pouco depois, regressou empunhando uma pistola de calibre 6.35 mm e disparou três tiros à queima-roupa, atingindo a vítima na axila, tórax e abdómen lateral.
O crime aconteceu à frente de uma criança, filho dos donos da pastelaria, que ficou em estado de choque.
Clientes presentes conseguiram retirar a arma ao agressor, que fugiu para casa. De lá, contactou um advogado e esperou pela chegada da GNR.
A morte da vítima foi confirmada no local pelo médico da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), tendo a investigação sido começada pela GNR, mas acabou assumida pela Polícia Judiciária (PJ) de Faro.
José Horta Gomes encontra-se em prisão preventiva, a aguardar julgamento.
Segundo o MP, o crime demonstra “total desprezo pela vida humana”, cometido apenas porque o arguido não aceitou ser advertido por fumar dentro do café.



















