Ponte de Sor: Com ‘Platisor’ o conhecimento avançou e obtivemos outras ferramentas de gestão”

Aflosor - Montado de Sobro

O Teatro Cinema de Ponte de Sor foi palco, esta sexta-feira, de um seminário que teve como tema de destaque a gestão do Montado de Sobro.

Este evento foi promovido pela AFLOSOR – Associação de Produtores Agro-Florestais da Região de Ponte de Sor, no âmbito do GO PLATISOR, projeto que decorre desde 2019 e terminará no final deste ano.

Neste seminário foram demonstrados os melhores métodos para a gestão do Montado de Sobro com ataques de plátipo na região do Sor.

Na sessão de abertura, João Goes, presidente da AFLOSOR, explicou que o projeto “PLATISOR é um projeto de investigação que estuda uma importante praga dos sobreiros, ‘Platypus cylindrus’”, acrescentando que “o projeto é financiado pelo Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020, e enquadra-se na ação dos grupos operacionais, onde se desenvolvem parcerias em torno de planos de ação inovadores e procuram-se respostas a problemas concretos, nomeadamente a produção agroflorestal e agroindustrial, dessa forma contribuindo para a obtenção de novo conhecimento acessível a todos os interessados.”

João Goes, disse ainda que “ao longo do projeto a equipa concentrou os seus estudos em várias propriedades da região de Ponte de Sor, com o objetivo de estudar a distribuição da praça ‘Platypus cylindrus’ e a sua ecologia, bem como, estudar o eixo de controlo, nomeadamente técnicas de armadilharem no campo”.

O responsável conclui realçando que “valeu a pena [a realização do projeto], ainda que não se tenham resolvido os problemas causados pela praga, mas o conhecimento avançou e obtivemos outras ferramentas de gestão”.

Nesta sessão de abertura falou ainda Nuno Canada, do INIAV, que destacou este tipo de parceria, referindo que “o INIAV tem muitos projetos em curso nas várias fileiras, com modelos de parceria muito diferentes e este modelo de parceria, é aquele que consideramos mais adequados para conseguir transferir os resultados para os utilizadores, técnicos, produtores e agricultores.”

Nuno Canada deixou claro que “este modelo de parceria parte do problema e depois constrói-se o projeto à medida desse problema para conseguimos estar muito centrados em encontrar soluções concretas e, por isso, nós queremos que este modelo de parceria continue, pois, sabemos que os tempos que aí vêm serão tempos difíceis, em que precisamos de mais inovação e conhecimento, o conhecimento que temos atualmente ainda não é suficiente, para combater as alterações climáticas e as pragas.

O presidente do INIAV disse que acredita que “este seminário é apenas uma etapa e que vai ter outras etapas e para isso temos de ser capazes de nos organizar e apresentar candidaturas aos instrumentos que estão a surgir”, concluindo que “o INIAV está totalmente disponível para continuar a trabalhar neste problema e em novos que possam surgir”.