O Politécnico de Setúbal (IPS) e a Start Campus assinaram um protocolo de colaboração para desenvolver formação na área tecnológica e responder às necessidades de profissionais qualificados do centro de dados que está a ser instalado em Sines.
O acordo foi formalizado na terça-feira, 21 de julho, e envolve a Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais (ESSITD), nova unidade orgânica do IPS que ficará instalada no concelho de Sines.
A parceria prevê a criação de formações em articulação entre o instituto politécnico e a empresa, ajustadas às qualificações necessárias para a operação e desenvolvimento do centro de dados.
Nova escola superior vai aproximar ensino e indústria
A presidente do Politécnico de Setúbal, Ângela Lemos, afirmou que o Alentejo Litoral constitui um «território estratégico para o país, dos pontos de vista industrial, energético, portuário e logístico», mas que tem permanecido «sem uma presença estruturada de Ensino Superior público».
Segundo a responsável, a instalação da ESSITD procura responder a essa ausência através de um modelo de ensino ligado às necessidades do território e das empresas.
«Queremos uma escola politécnica próxima, orientada para a resolução de problemas concretos, construída em articulação com os parceiros e comprometida com o desenvolvimento económico, social e ambiental da região», declarou Ângela Lemos.
A nova escola terá como áreas de atuação a sustentabilidade, a indústria e as tecnologias digitais, procurando estabelecer uma ligação entre a formação académica, a investigação aplicada e as atividades económicas presentes em Sines e no Alentejo Litoral.
Parceria pretende formar e fixar profissionais em Sines
O presidente da Comissão Instaladora da ESSITD, João Pires, defendeu que a cooperação com as empresas do concelho será necessária para formar profissionais na região.
A ligação ao tecido económico de Sines é «essencial para perspetivarmos o futuro, formarmos o talento local e abrirmos as portas à internacionalização», afirmou.
Da parte da Start Campus, o diretor de Operações, Luís Rodrigues, destacou a importância de uma formação com componente prática, assente no princípio de «pessoas que aprendem fazendo».
«Não se constrói um dos maiores centros de dados da Europa sem, ao mesmo tempo, desenvolver a capacidade técnica necessária para o sustentar nos próximos 20 ou 30 anos», acrescentou.
Carla Calisto, responsável pela área de Recursos Humanos da empresa, justificou o protocolo com a dificuldade em encontrar trabalhadores com qualificações adequadas às necessidades do setor.
«As empresas têm também de fazer parte da solução. Se queremos mais talento local, temos de investir localmente. E isso começa muito antes do processo de recrutamento», afirmou.
O protocolo procura, assim, criar uma ligação entre a formação disponibilizada pelo IPS e as necessidades operacionais da Start Campus, com o objetivo de qualificar e fixar profissionais no concelho de Sines.
O comunicado não especifica quais os cursos ou ações de formação que serão criados ao abrigo da parceria, nem indica as datas previstas para o seu arranque.



















