O Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) celebrou 45 anos de existência esta terça-feira, dia 25 de novembro, com uma cerimónia no Campus Politécnico, juntando alunos, docentes e entidades.
Para Luís Loures, presidente da instituição, em declarações a’ODigital.pt, são mais de quatro décadas “extremamente positivas, dizendo ainda que provaram algo essencial: “É possível fazer mais e melhor a partir destes territórios”.
O presidente vincou também que o IPP tornou-se “quase como um farol” do que se pode construir fora do litoral, deixando críticas ao “fatalismo” associado ao interior, com o politécnico a “contrariar essa ideia”.
Crescimento de alunos apesar da perda populacional
O presidente destacou que, em oito anos nos órgãos sociais do IPP, conseguiu fazer crescer a institiuição, passando de cerca de 1 800 alunos para mais de três mil: “Isso prova que é possível crescer mesmo no interior”.
Este crescimento ocorreu enquanto o concelho perdeu cerca de 11 mil habitantes, referiu, mas, a institiuição conseguiu expandir a oferta e ganhou notoriedade, tendo atraido “estudantes de várias regiões”.
Para Luís Loures, o caminho confirma que o interior não está “condenado”, mas exige “trabalho, trabalho e mais trabalho”, sobretudo quando as políticas nacionais “falham em olhar para estes territórios”.
1200 novos estudantes e impacto na cidade
Este ano, o IPP voltou a receber mais de 1 200 novos alunos de primeiro ano e Luís oures lembrou que estes jovens representam cerca de 10% da população da cidade de Portalegre.
O presidente sublinhou que vê aqui um efeito direto na vida económica local, pois com mais estudantes significam “mais dinamismo”, “mais consumo” e “maior retenção de talento”: “É a prova da vitalidade do Politécnico”.
Incubadora tecnológica cria emprego e fixa empresas
Outro marco destacado pelo presidente é a Incubadora de Base Tecnológica do IPP (BioBIP), que celebrou esta terça-feira o 10º aniversário. Luís Loures realçou que foram criados mais de 250 postos de trabalho com esta infraestrutura, para além de “incubar 70 empresas”, que considerou “um universo grande para um território como este”.
Por isso, o presidente quer que estes exemplos cheguem a “quem decide” e defende que investir no interior “é um investimento seguro, que gera desenvolvimento e qualidade de vida”.
Obras para reforçar atratividade académica
Desta forma, a instituição aposta também em novas infraestruturas, como a Escola de Pós-Graduação, que está em construção e deverá ficar pronta em junho de 2026. O presidente garante que o próximo ano letivo já terá cursos “a funcionar” nesse edifício.
Há também investimento forte no alojamento estudantil, pois o IPP inaugurou duas residências em Portalegre, prepara a “recuperação” de uma terceira e constrói uma quarta. Em Elvas, também já abriu uma residência e está a requalificar outra.
Segundo Luís Loures, estas obras “aumentam a capacidade de receber alunos” e consolidam o IPP como polo de educação e ciência no Alto Alentejo.
“Honrar o passado e continuar a crescer”
O presidente faz questão de reconhecer o legado de quem esteve antes, sublinhando que “só chegámos aqui porque outros ajudaram a construir o caminho”, mas recusa leituras de comparação fácil entre épocas.
Porém, fez uma previsão para os próximos anos, que pretende serem pautados pela “ambição”. “O objetivo é sempre crescer”, referiu, detalhando que o IPP tinha um plano de sustentabilidade para 3 000 alunos, quando chegou, que foi superado e agora aponta aos 3 500.
Luís Loures concluiu dando uma ideia de continuidade. “Celebramos a conquista e andamos em frente”, disse, sublinhando que o foco está “no que falta fazer” e não apenas “no que já foi alcançado”.
De seguida, fique com a reportagem-fotográfica da cerimónia.




























































































