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“A felicidade não era aquilo que eu tinha”: Marta Correia conta como aprendeu a viver com a alopecia

No primeiro episódio do VÄLIDO Talks, Marta Correia partilha a forma como uma doença autoimune acabou por transformar a sua relação consigo própria.

A alopecia surgiu numa das fases mais difíceis da vida de Marta Correia.

Depois de um divórcio, de regressar a Évora com dois filhos pequenos e de recomeçar praticamente do zero, começou a notar uma queda acentuada de cabelo. Pouco tempo depois surgia a primeira lesão provocada pela alopecia areata, uma doença autoimune que, segundo explica, foi desencadeada por um período de elevado stress emocional.

Durante este episódio do podcast VÄLIDO Talks, Marta descreve o impacto que esse momento teve na sua autoestima.

“Escondi durante muito tempo”

A convidada admite que durante meses tentou esconder a doença.

O receio de ser julgada, sobretudo por trabalhar numa área ligada ao bem-estar e à imagem, fez com que evitasse falar sobre o assunto.

Segundo Marta Correia, essa estratégia apenas aumentou a ansiedade e acabou por alimentar um ciclo em que o stress favorecia o aparecimento de novas lesões.

O momento que mudou tudo

A mudança começou quando percebeu que estava a transmitir aos próprios filhos a ideia de que a alopecia era algo que devia ser escondido.

Recorda que um dos filhos lhe chamou a atenção porque uma das peladas estava visível devido ao vento.

Foi nesse momento que decidiu alterar a forma como encarava a doença.

A importância de procurar ajuda

Ao longo da conversa, Marta defende que o acompanhamento da alopecia não deve limitar-se à componente dermatológica.

Na sua perspetiva, é igualmente importante existir apoio psicológico ou psiquiátrico, uma vez que o impacto emocional da doença pode ser tão ou mais difícil do que os sintomas físicos.

Considera também que fazem falta grupos de apoio e mais espaços de partilha entre pessoas que vivem com esta condição.

“Hoje a alopecia ocupa um banco pequeno”

Quase uma década depois do diagnóstico, Marta Correia diz que continua a viver com a doença, mas de forma diferente.

Explica que a alopecia já não ocupa o centro da sua vida.

Ao terminar a conversa, deixa uma reflexão sobre felicidade e aceitação, defendendo que aprender a aceitar aquilo que não pode controlar acabou por transformar também a forma como olha para todas as outras áreas da sua vida.

Veja o episódio completo aqui

📌 Segue o VÄLIDO Talks:

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