Um projeto europeu para reforçar as PME
Entre 22 e 25 de setembro, Évora recebeu a quinta edição do Interregional Learning Event (ILE5), no âmbito do projeto SMART CON EUROPE. A iniciativa, organizada pelo NERE – Núcleo Empresarial da Região de Évora, juntou parceiros de seis países europeus, com o objetivo de promover a participação das pequenas e médias empresas em programas de Investigação e Inovação da União Europeia.
O projeto SMART CON EUROPE, em vigor até 2028, envolve oito parceiros e duas autoridades políticas associadas, com um orçamento de 1,74 milhões de euros. O foco passa por identificar boas práticas regionais, reforçar a cooperação inter-regional e alinhar instrumentos de financiamento e apoio às empresas.
Mostrar a região e criar oportunidades
O presidente do NERE, Rui Espada, destacou que esta edição foi uma oportunidade para valorizar o Alentejo. «O papel do NERE é mostrar a nossa região e o que temos disponível para oferecer às empresas parceiras, de forma a desenvolverem parcerias internacionais», referiu, lembrando que cada encontro permite analisar pontos fortes e fracos das regiões e concluir com propostas que reforcem a cooperação europeia.
Reforço da competitividade regional
O vogal executivo da Comissão Diretiva do Programa Regional do Alentejo 2030, Tiago Teotónio Pereira, sublinhou que o projeto é fundamental para a internacionalização. «Este projeto consiste na partilha de boas práticas de regiões europeias em torno da competitividade e da internacionalização», disse, apontando como exemplos o desenvolvimento do cluster da saúde, com a construção do novo Hospital Central do Alentejo e a futura Escola de Medicina, bem como o cluster aeronáutico. «São áreas que permitem reter e atrair talento para a região, reforçando a nossa posição a nível europeu».
Uma perspetiva europeia
Para Manuel Paris Lestón, representante da Agência Galega de Inovação, a mais-valia do projeto é a escala europeia. «Este projeto coloca-nos em contacto com entidades regionais de outros países, permitindo desenvolver projetos transnacionais de maior impacto. Partilhamos desafios comuns e aprendemos com as soluções de cada região», afirmou, acrescentando que os resultados já são visíveis para a Galiza.
Exemplos de boas práticas
Investigação agrícola em proximidade
Liliana Marum, investigadora do CEBAL – Centro de Biotecnologia Agrícola e Agroalimentar do Alentejo, destacou a importância da proximidade com as empresas: «O CEBAL tem procurado aproximar as suas atividades de investigação à realidade do território, ajudando as PME da região a colmatar lacunas e a valorizar a diversidade agrícola e agroalimentar».
Consultoria para PME e inovação
Alexandra Correia, CEO da empresa Símbolos Afirmativos – Consulting, sublinhou a relevância da cooperação: «Trabalhamos diretamente com PME, ajudando-as a aceder a fundos comunitários e a implementar projetos. Estes encontros permitem partilhar experiências entre regiões e influenciar políticas europeias para que os programas cheguem mais eficazmente às empresas».
Estratégia de especialização inteligente
Marta Peres, diretora executiva do Cluster dos Recursos Minerais de Portugal, apresentou como boa prática o modelo de governação regional. «Estamos a coordenar a plataforma das Cadeias Produtivas do Alentejo, que reúne 19 cadeias produtivas distintas. Esta estratégia está a criar diálogo entre setores antes afastados, gerando sinergias, como entre recursos minerais, turismo e montado», explicou.
Impacto local e europeu
O encontro de Évora demonstrou como a cooperação inter-regional pode reforçar os ecossistemas de inovação, valorizando o papel das PME. O SMART CON EUROPE posiciona-se assim como um instrumento estratégico, não apenas para o Alentejo, mas para todas as regiões parceiras, promovendo uma maior integração nos programas europeus de Investigação e Inovação.














































