Plano de Intervenção de Terena vai “colocar em evidência aquilo que já existe”, afirma Aires Mateus

Aires Mateus

Conforme ontem noticiámos, a Igreja da Misericórdia de Terena, no concelho de Alandroal, recebeu a apresentação do Plano de Intervenção de Terena.

Um projeto que é coordenado pelo Arquiteto Manuel Aires Mateus e que prevê revitalizar a zona histórica da vila de Terena.

Aos jornalistas o Arquiteto Manuel Aires Mateus explicou um pouco do projeto, que “no fundo tem 3 intervenções fundamentais, uma é a recuperação da igreja e os antigos Paços do Concelho que tem a ver com o recuperar para todas as possibilidades de usos, porque o que gostaríamos de ter era um lugar de apresentação a partir da igreja, onde possam acontecer pequenos concertos, um pequeno auditório, um lugar de discussão e, portanto, infraestruturar este edifício para isso”, acrescentando que “queremos um lugar que permita todo o tipo de manifestações que possamos imaginar, e isso vai desde trazer ligações a universidades, trazer estudantes, investigadores do território, e com a ideia desta ativação é contribuir para uma recuperação deste lugar de Terena, trazendo gente a este lugar”.

Depois o castelo que está em muito bom estado e por isso as intervenções que vamos fazer são mínimas, no fundo são corrigir uma ou outra intervenção menos permanente e fazer a ligação à outra Porta da Traição que está tapada, no fundo é olhar arqueologicamente para este território, ver como é possível voltar a repor a ligação à porta da traição”, especificou o Arquiteto que disse ainda que “o castelo pode ser uma forma de percursos dentro deste território, nós imaginámos que desde este centro histórico podemos passar pelo Castelo e voltar a sair para o outro alado”.

Já sobre as acessibilidades, Aires Mateus deixou claro que “não queremos massacrar a terra com essa acessibilidade e, portanto, é necessário liga-la ao outro lado, no fundo é descer a encosta, para puder vir a ter autocarros por exemplo”, acrescentando que “temos essa ideia de eles poderem vir a estacionar lá fora, estacionar lá em baixo e o que nós fazemos é criar um percurso que passar por esta nova infraestrutura que será criada que é o museu, para no fundo chegar ao Castelo”.

Já sobre o museu a construir, o coordenador do projeto refere que “tem esta ideia de ser uma passagem, tem a ideia de ser um elemento muito discreto, será um elemento de apoio ao território, mas é um museu com muitas valências e gostávamos de ter uma ligação muito clara ao território, ou seja, estamos a pensar na cultura da região e no Endovélico, tendo a intenção de dar a conhecer melhor e compreender tudo o que envolve o Endovélico”.

Aires Mateus concluiu referindo que “aqui o trabalho mais importante é colocar em evidência aquilo que já existe, ou seja, recuperar e por em evidência.”