O Pestana Hotel Group disse hoje que defende “há mais de uma década” uma solução integrada para melhorar o acesso à Praia das Camarinhas, em Tróia, assegurando que apresentou, em 2014, uma proposta para estacionamento público, que não foi aprovada.
Num comunicado, hoje divulgado, o grupo lembrou que “além da cedência de uma faixa de terreno em 2011 para a criação de um acesso público pedonal, o Pestana Hotel Group apresentou, em 2014, uma proposta para estacionamento público junto à praia”.
De acordo com a empresa, esta solução “não obteve aprovação devido às regras de ordenamento então em vigor”.
O grupo disse que a visita da ministra do Ambiente e Energia às praias do concelho de Grândola hoje constitui, neste contexto, “uma oportunidade para voltar à apreciação deste importante tema”.
“No âmbito do desenvolvimento do Pestana Tróia Eco-Resort, o Pestana Hotel Group foi responsável pela criação do atual acesso pedonal público à Praia das Camarinhas [Tróia, concelho de Grândola] através da disponibilização, em 2011, de uma faixa de terreno no extremo norte da sua propriedade”, destacou.
Segundo o grupo, a solução foi “formalizada em 2015 em articulação com as entidades competentes”, tendo permitido “criar um percurso com cerca de 200 metros no local onde a distância entre a estrada e a praia era menor, minimizando simultaneamente a intervenção sobre o sistema dunar”.
Este ponto, indicou, “já era utilizado pelo público para aceder à praia antes da criação do empreendimento, precisamente por constituir o percurso mais direto para o areal”, sendo que “desde então o acesso pedonal criado permanece livre e aberto ao público sem qualquer constrangimento, embora sem estacionamento público, uma vez que o mesmo não foi autorizado”.
O grupo Pestana considerou ainda que “a existência de um percurso pedonal deveria ser acompanhada por uma zona de estacionamento público devidamente ordenada”, tendo sido por isso que apresentou, em 2014, a proposta para a sua criação, “em terreno da sua propriedade”.
No entanto, destacou, a solução apresentada não pôde ser concretizada, “por não encontrar enquadramento no Plano de Ordenamento da Orla Costeira em vigor à data”.
Tendo em conta a evolução do enquadramento nesta matéria, o grupo disse que “retomou este tema junto da Câmara Municipal de Grândola, em 2024, tendo formalizado novamente a sua disponibilidade para colaborar na procura de uma solução conjunta”.
O Pestana Hotel Group considera ainda que o debate “deve agora concentrar-se na definição de um processo de trabalho estruturado, com alternativas concretas, interlocutores identificados e uma articulação efetiva entre todas as partes, incluindo o universo de proprietários do Pestana Tróia Eco-Resort”.
Para o grupo, o objetivo é “encontrar uma solução que melhore a acessibilidade, a segurança e a organização da chegada à Praia das Camarinhas, sem comprometer a proteção ambiental e o respeito pelas regras de ordenamento do território”, indicando que se mantém “disponível para assumir a sua parte nesse processo”.




















