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Pequenos charcos no Alentejo sustentam espécies com 100 milhões de anos

As recentes chuvas voltaram a ativar os charcos temporários mediterrânicos de São Marcos da Ataboeira, no concelho de Castro Verde, estruturas de pequena dimensão consideradas prioritárias para a conservação da biodiversidade à escala europeia.

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As recentes chuvas voltaram a ativar os charcos temporários mediterrânicos de São Marcos da Ataboeira, no concelho de Castro Verde, estruturas de pequena dimensão consideradas prioritárias para a conservação da biodiversidade à escala europeia.

Segundo a Liga para a Proteção da Natureza (LPN), estes habitats desempenham um papel relevante na resiliência dos territórios e estão associados a metas de restauro da natureza, adaptação às alterações climáticas e proteção do capital natural.

Monitorização científica desde 2013

A LPN acompanha estes charcos desde 2013, desenvolvendo trabalho de produção de conhecimento científico, gestão e monitorização de espécies-chave. Entre essas espécies encontram-se os chamados camarões-girino, crustáceos com mais de 100 milhões de anos de história evolutiva.

De acordo com a organização, o acompanhamento regular destes habitats permite apoiar decisões de gestão com base em evidência científica, contribuindo para a sua conservação a médio e longo prazo.

Habitat prioritário à escala europeia

Os charcos temporários mediterrânicos estão classificados como habitat prioritário pela União Europeia. A sua preservação integra objetivos definidos nas políticas ambientais europeias, nomeadamente no âmbito do restauro da natureza e da adaptação climática.

Apesar da reduzida dimensão, estes ecossistemas são considerados relevantes para a manutenção de espécies especializadas e para o equilíbrio ecológico das áreas onde se inserem.

Reforço de intervenção no Baixo Alentejo

A LPN refere que o trabalho desenvolvido demonstra a importância de parcerias entre organizações da sociedade civil, setor privado e entidades públicas, traduzindo-se em intervenções concretas no terreno.

Com o apoio recente da associação VIRIDIA, a organização reforçou a capacidade de acompanhamento e intervenção na região do Baixo Alentejo.

A LPN indica ainda que se encontra disponível para estabelecer novas parcerias com entidades interessadas em associar-se a projetos de conservação com base científica e impacto mensurável, alinhados com metas ambientais nacionais e europeias.

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