A Igreja dos Agostinhos, em Vila Viçosa, voltou a encher-se este sábado, 18 de outubro, para acolher um concerto do Ciclo Goldberg Burmester, uma iniciativa que tem levado a música clássica a espaços de património histórico. O pianista Pedro Burmester interpretou as célebres Variações Goldberg de Johann Sebastian Bach, num espetáculo que uniu virtuosismo e intimidade.
Um encontro entre Bach e Burmester
O Ciclo Goldberg Burmester nasceu após a edição, no ano passado, do disco dedicado às Variações Goldberg, com o objetivo de aproximar o público de uma das obras mais emblemáticas do repertório pianístico. A proposta passa por levar o concerto a espaços de relevância histórica e arquitetónica, criando uma experiência sensorial entre música e património.
Natural do Porto, Pedro Burmester, nascido em 1963, é um dos pianistas portugueses de maior reconhecimento nacional e internacional. Apresentou-se nas principais salas de concerto da Europa e foi distinguido com a Ordem de Santiago de Espada e a Ordem do Infante D. Henrique. Atualmente, concilia a carreira artística com a docência na Escola Superior de Artes do Espetáculo do Porto.
Conversa antes do concerto
Antes da atuação, teve lugar uma conversa moderada pela diretora da Artway, Vanessa Pires, que contou com a presença de Pedro Burmester, João de Azevedo, presidente do Conselho de Administração da Fundação da Casa de Bragança, e Ana Saraiva, diretora do Museu-Biblioteca da Casa de Bragança. O diálogo centrou-se na importância da ligação entre música e património, reforçando o papel da Fundação na promoção da cultura em Vila Viçosa.
Fundação da Casa de Bragança aposta na qualidade
No final do concerto, João de Azevedo, Presidente do Conselho de Administração da Fundação da Casa de Bragança, destacou o sucesso do evento e a aposta da Fundação em continuar a proporcionar momentos culturais de excelência. «Tivemos aqui um extraordinário pianista, com peças muito difíceis de tocar, de um grande compositor como Johann Sebastian Bach. Acho que foi um momento alto», afirmou o responsável, sublinhando que a Fundação quer «continuar a realizar eventos desta grandeza».
O dirigente explicou ainda que a programação cultural da Fundação assenta num equilíbrio entre artistas consagrados e jovens músicos. «Apostamos na qualidade, mas também em gente nova. Procuramos trazer jovens intérpretes, como os da Escola de Música de Lisboa, para que também possam dizer que já tocaram na Capela do Paço Ducal. Isso dá-lhes experiência e currículo», referiu João de Azevedo.
O presidente do Conselho de Administração da Fundação da Casa de Bragança recordou ainda a longa tradição musical de Vila Viçosa. «Garantimos que vamos continuar, como já se faz nesta vila há mais de 500 anos. Vila Viçosa tem uma tradição musical muito grande, e é importante que as novas gerações a conheçam e se entusiasmem com ela», acrescentou.
Património, música e identidade
O concerto integrou-se num programa mais amplo de valorização do património e da música erudita, promovido pela Fundação da Casa de Bragança, que tem procurado reforçar a dimensão cultural e educativa dos espaços sob sua tutela. A Capela do Paço Ducal, pela sua acústica e valor histórico, tem-se afirmado como um dos principais palcos para concertos de música clássica no Alentejo.







































































