A pedreira situada junto ao cemitério é o único caso identificado em situação crítica no concelho de Estremoz e deverá ser alvo de sondagens e de uma avaliação do risco antes de avançarem os trabalhos de estabilização, revelou o presidente da Câmara Municipal, José Sádio.
O autarca fez o ponto de situação no final da jornada de trabalho dedicada ao Plano de Intervenção nas Pedreiras em Situação Crítica, que incluiu visitas aos concelhos de Estremoz, Borba e Vila Viçosa e uma reunião entre representantes do Governo, municípios e entidades com responsabilidades no setor.
“Temos problemas com a pedreira do cemitério. Há ali um trabalho de estabilização de um talude que tem de ser feito”, afirmou José Sádio.
Sondagens deverão determinar dimensão do risco
Segundo o presidente da Câmara de Estremoz, o processo deverá começar pela realização de sondagens e por uma análise das condições existentes no local.
“Está a dar início aos trabalhos de sondagem e de avaliação do risco existente, para que, no mais curto espaço de tempo, possa avançar com os trabalhos para estabilizar”, explicou.
Os trabalhos técnicos deverão permitir conhecer com maior detalhe as características do terreno e definir a solução necessária para estabilizar o talude junto à exploração.
José Sádio não avançou o valor previsto para os estudos ou para a futura intervenção, nem indicou um prazo concreto para o início dos trabalhos de estabilização.
Falta de condições condiciona explorador
A situação afeta também a atividade do operador que se encontra na pedreira, segundo o presidente do município.
José Sádio afirmou que a intervenção deverá permitir resolver o problema de segurança e criar condições para que o explorador possa desenvolver a atividade sem os atuais condicionamentos.
O objetivo passa por “resolver o problema dos taludes e também resolver o problema do explorador que lá está e que tem sido, de alguma forma, prejudicado pelo facto de não ter as condições de segurança necessárias”, declarou.
O autarca enquadrou a intervenção na necessidade de conciliar a proteção das populações e dos trabalhadores com a continuidade de uma atividade económica com peso na Zona dos Mármores.
Único caso crítico identificado em Estremoz
Questionado sobre a existência de outras situações com a mesma gravidade no concelho, José Sádio confirmou que a pedreira junto ao cemitério é o único caso crítico identificado em Estremoz.
“Sim, sim”, respondeu o presidente da Câmara, quando confrontado com a possibilidade de existirem outros casos extremos no município.
José Sádio fez ainda um balanço positivo da deslocação das várias entidades à Zona dos Mármores, destacando a importância do contacto direto com os problemas existentes.
“É muito importante este trabalho de proximidade, perceber as realidades e também ser confrontado com os problemas emergentes nesta área e neste setor”, afirmou.
O autarca considerou que a presença no terreno permitiu observar os pontos críticos incluídos no plano de intervenção e aproximar as entidades responsáveis das soluções necessárias.
“Foi uma jornada positiva, um bom dia de trabalho. Mais reuniões vão seguir”, acrescentou José Sádio, sem indicar datas ou compromissos concretos para a conclusão do processo.




















