Um espetáculo especial dedicado ao cante alentejano vai juntar em palco, em Beja, no dia 30 deste mês, o grupo Adiafa, convidados e um grupo coral e orquestra constituídos para este momento, divulgou a câmara municipal.
O espetáculo, intitulado “O Cante de um Povo – Passado, Presente e Futuro”, está marcado para as 21:00 de 30 de novembro, no Pax Julia Teatro Municipal, indicou o Município de Beja, em comunicado.
A iniciativa vai encerrar as comemorações dos 10 anos da elevação do cante alentejano a Património Cultural Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), que se assinalam oficialmente no dia 27.
Em palco, vão estar os Adiafa, com os convidados Carlos Garcia (direção de orquestra e piano), Manuel de Oliveira (guitarra e braguesa), Inês Vaz (acordeão), Quiné Teles (percussão) e Albano Fonseca (baixo).
Outros elementos em foco no concerto são a Orquestra do Cante, com uma secção de sopros composta por elementos da Sociedade Filarmónica Capricho Bejense e outra de cordas formada por Fernando Arce (violoncelo), Jose Luis Moreno (viola) e David González e Alfredo Reyes (violinos).
Tal como a orquestra, também vai estar em palco e foi formado de propósito para este espetáculo o Grupo Coral Pacense, com elementos, masculinos e femininos, de 11 grupos corais do concelho.
“O grupo Adiafa, representado por José Emídio, Bernardo Emídio e Ruben Lameira, personalidades incontornáveis da contemporaneidade do cante, preparam-nos uma espécie de caleidoscópio daquilo que tem sido um percurso intenso de investigação, produção e partilha da nossa cultura”, referiu a câmara.
O grupo é conhecido por explorar “várias vertentes do cante alentejano, ao longo de mais de 25 anos”, e tem “desenvolvido apaixonadamente um importante trabalho de difusão e de diálogo com outras culturas musicais”.
Desta forma, os Adiafa têm levado “o Alentejo aos vários cantos do mundo” e, ao mesmo tempo, convidado “novas visões, novos atores e novos amantes desta tradição” que é o cante alentejano, resumiu a autarquia.
O espetáculo que vai subir ao palco do Pax Julia parte de uma encomenda do Centro UNESCO e da Câmara Municipal de Beja.
De acordo com o município, o espetáculo “resulta da junção de um legado partilhado por José Emídio e Bernardo Emídio, aqui assumindo a direção artística, com a visão do produtor musical, guitarrista e compositor Manuel de Oliveira e o maestro, arranjador e pianista Carlos Garcia”.
A formação do Grupo Coral Pacense e da orquestra de cordas e sopros teve como ponto de partida “as várias residências artísticas e um trabalho de proximidade com os vários grupos corais, desenvolvido em parceria com o Centro Unesco”, indicou.
A Câmara de Beja destacou que “o cante é do povo e a partilha solidária e afetiva são a cola de uma comunidade de alma forte e autêntica que, da sua história, teceu ao longo de gerações e gerações uma expressão e um património cultural único”.
O cante alentejano, canto coletivo sem instrumentos, tornou-se Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 27 de novembro de 2014, na sequência de uma candidatura apresentada pela Câmara de Serpa e pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo.















