Segunda-feira, Setembro 26, 2022
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Páscoa com boas vendas de borrego do Alentejo, sem esquecer a pandemia

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As vendas de borrego produzido no Alentejo, nesta Páscoa, estão a superar as do ano passado, em quantidade e preço, mas há produtores que ainda se queixam de “marcas” no setor, devido à pandemia de covid-19.

A coordenadora do Agrupamento de Produtores Pecuários do Norte Alentejano – Natur-al-Carnes, Maria Vacas de Carvalho, indicou à agência Lusa que as vendas no distrito de Portalegre “estão melhores” do que na Páscoa do ano passado, já marcada pelo covid-19.

Contudo, ainda estão longe dos anos anteriores, antes de a pandemia surgir no “mapa”.

As vendas estão melhores em relação ao ano passado, mas não está a ser um ano espetacular, não está fantástico. Não está como era normal”, afiançou.

As exportações têm dado uma “grande ajuda” ao setor, segundo a responsável, que assinalou que a principal dificuldade são as vendas que a Natur-al-Carnes efetua com as grandes superfícies e talhos.

Aí sim, é que sentimos essa dificuldade, porque quem compra quer sempre ‘esmagar’ o preço, as famílias estão sem dinheiro para bens alimentares”, lamentou.

Apesar deste problema, o preço do borrego “está melhor”, face a 2020, uma vez que, nessa altura, foi “muito complicado”, porque foi nesta altura do ano que começou a pandemia, comparou.

Se a Páscoa fosse dentro de 15 dias seria bastante melhor, porque os borregos ainda estão muito pequenos”, afirmou também Maria Vacas de Carvalho, referindo que, no caso da Natur-al-Carnes, a média do preço por quilo de borrego vivo ronda os 3,27 euros.

Mais a sul, no distrito de Beja, a venda de borregos “tem corrido de forma excelente” nesta época, garantiu à Lusa António Lopes, presidente do conselho de administração do agrupamento de produtores Carnes do Campo Branco, com sede em Castro Verde.

De acordo com este responsável, nesta Páscoa, “tem aumentado a procura” por borregos e os valores pagos aos produtores “têm estado mais altos” do que nos anos anteriores, variando entre os “3,00 e os 3,20 euros por quilo”.

Do Campo Branco, região que abrange os concelhos de Castro Verde e Almodôvar e parte dos de Aljustrel, Mértola e Ourique, estão a sair borregos para o mercado nacional, mas também para destinos como Israel ou, desde a saída do Reino Unido da União Europeia, Itália e Alemanha, indicou.

Se tivéssemos mais animais, mais vendíamos”, frisou o presidente da Carnes do Campo Branco, agrupamento que vende uma média de 10 mil borregos por ano.

O presidente do agrupamento reconheceu ainda que a pandemia “não está a afetar o setor” e até “tem valorizado alguns produtos”, como é o caso do borrego.

Também no distrito de Évora as vendas correram “mesmo muito bem” no período que antecedeu a Páscoa, sobretudo “pela exportação”, mas “também pelo consumo a nível local”, disse à Lusa António Camelo, da Associação de Produtores do Mundo Rural da Região de Montemor-o-Novo (APORMOR).

Apesar de “muita procura”, a oferta também foi elevada e acabou por ser “tudo vendido a bons preços”, pelo que a pandemia “não se refletiu propriamente” no setor, acrescentou.

Fizemos dois leilões este mês, a adesão foi grande e os preços elevados. Foram vendidos cerca de 5.500 animais por uma média de 90 a 100 euros por animal com 30 quilos. O preço não foi superior ao do ano passado, mas igualou”, quantificou o responsável.

Desta forma, “os preços mantiveram-se altos nesta altura do ano, tanto no ano passado como agora”, apesar de também em 2020 a época da Páscoa já ter sido vivida em pandemia, o que tem sempre alguma influência no consumo da carne de borrego.

A pandemia vem sempre influenciar porque os restaurantes estão fechados e, obrigatoriamente, há menos consumo. Mas não se reflete nas vendas, porque uma grande parte ou a maior parte dos animais são para exportação”, comentou António Camelo.

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