Ourique: GNR apreende cerca de 3 mil preservativos, mais de 100 embalagens de lubrificante e detém homem de 59 anos por vários crimes

GNR

A Guarda Nacional republicana, através do Núcleo de Investigação Criminal de Aljustrel, entre os dias 10 e 15 de Junho, no concelho de Ourique, realizou uma operação que culminou na detenção de um homem, de 59 anos, pelos crimes de lenocínio, auxílio à imigração ilegal, detenção de arma proibida, fraude fiscal qualificada e branqueamento.

Segundo a GNR, “no decorrer das diligências de investigação foram cumpridos 12 mandados de busca, três domiciliárias e nove não domiciliárias, entre as quais, uma a um escritório de contabilidade com sede na região do Algarve, uma a um terreno em construção e sete a veículos. Foram ainda identificadas 15 mulheres de várias nacionalidades, com idades compreendias entre os 23 e os 50 anos. Três delas, por se encontrarem em situação ilegal em território nacional, foram notificadas para abandonar o país no prazo de 20 dias e, outras duas, por se encontrarem em situação irregular, foram notificadas para comparecer no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.”

Nesta operação foi apreendido:

– 10 870,77 euros em numerário;

– Sete veículos automóveis;

– Um sistema de vídeovigilância;

– Uma espingarda pressão de ar;

– Uma arma branca;

– Diversas notas dos países África do Sul, Brasil, Estados Unidos da América e Roménia;

– 2 911 preservativos;

– 130 embalagens de gel lubrificante;

– Telemóveis, computadores, tablet e dispositivos móveis de armazenamento de dados.

Foram ainda apreendidos milhares de cartões de consumo e de publicidade alusiva ao local onde se praticavam os crimes, bem como talões de depósitos em contas bancárias, livros de facturação e de guias de transporte, bem como, talões de fecho de caixa.

O detido, já com antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crimes, após ter sido presente ao Tribunal Judicial da Comarca de Ourique, no sábado, dia 15 de Junho, ficou sujeito à medida de coação de prisão preventiva, sendo que o local onde os crimes eram praticados ficou interdito.

A operação contou com o apoio da Direção de Investigação Criminal, da Unidade de Intervenção e do Destacamento de Intervenção de Faro, para além da estrutura de Investigação Criminal e de outros Destacamentos, do Comando Territorial de Beja.