“Os Caminhos de Santiago não contavam com o Sul, (…) a verdade histórica está a ser reposta”, diz Arcebispo de Évora (c/som)

A Igreja Matriz de Santiago do Cacém recebeu esta terça-feira, 4 de Setembro, a cerimónia de lançamento dos Caminhos de Santiago Alentejo e Ribatejo.

Nesta cerimónia marcaram presença a Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, o Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, António Ceia da Silva, o Presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha, os Bispos de Beja, Évora, Portalegre, entre outras entidades civis, militares e religiosas.

Esta cerimónia marcou o culminar de um projecto que, dividido em três percursos diferentes, atravessa o território, ao longo de 1400 quilómetros.

ODigital.pt falou com o Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, que começou por referir que “nós tínhamos um projecto incompleto, os Caminhos de Santiago não contavam com o Sul, estávamos, portanto, truncados e a verdade histórica está a ser reposta”.

D. Francisco Senra Coelho refere que os “Caminhos de Santiago, têm de facto a dimensão do Sul de Portugal, quer pelo Litoral, pelo Central, quer pelo Interior e esta reposição da verdade histórica como base, leva à valorização daquilo que é o potencial religioso, espiritual, turístico de uma região que precisa de ser valorizada”.

O Arcebispo de Évora salienta também que este projecto “é uma oportunidade de grande valorização da nossa região, para que, partindo de uma verdade historia se valorize no presente uma possibilidade de trazer peregrinos, de dar a conhecer a nossa região e ao mesmo tempo de povoar as nossas igrejas de peregrinos”, acrescentando que “temos igrejas interiores que precisam de ser descobertas na sua beleza e é o uso da igreja, que faz com que a igreja esteja conservada e aquilo que pior pode acontecer a um templo é o seu abandono e acreditamos que os peregrinos vão trazer vida às nossas igrejas na passagem dos caminhos e isso vai ser um testemunho cultura e espiritual de grande importância”.