Obras na PSP de Beja avançam: «Não podemos ter edifícios onde está a chover lá dentro»

Beja formalizou obras na PSP para corrigir infiltrações, com financiamento estatal e execução da Câmara Municipal.

Beja formalizou esta quarta-feira, 8 de abril, um contrato de cooperação interadministrativo para a realização de obras nas instalações do Comando Distrital da Polícia de Segurança Pública (PSP), com o objetivo de corrigir infiltrações no edifício. A intervenção resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Beja e a PSP, com financiamento do Ministério da Administração Interna.

A obra incide na reabilitação da cobertura do edifício, instalado no antigo Governo Civil, e enquadra-se no Programa de Infraestruturas e Equipamentos das Forças e Serviços de Segurança. O investimento ascende a 75 mil euros e será integralmente suportado pela administração central.

Intervenção para corrigir problemas estruturais

O presidente da Câmara Municipal de Beja, Nuno Palma Ferro, explicou que a intervenção visa resolver uma situação que se prolonga no tempo, referindo tratar-se de «uma intervenção técnica objetiva com prazo definido» para corrigir «as infiltrações de águas pluviais que há demasiado tempo afetam o imóvel» .

O autarca sublinhou ainda a importância da articulação entre entidades, afirmando que «este acordo é uma demonstração clara de que é possível unir esforços entre a administração local e a administração central para preservar o edificado da nossa cidade e garantir às forças de segurança as condições que merecem e que os cidadãos exigem».

Apesar de o edifício ser propriedade do Estado, a execução da obra ficará a cargo do município, que assume a condução do processo.

Obra executada pela autarquia e financiada pelo Estado

O Secretário de Estado da Administração Interna, Telmo Correia, considerou a intervenção prioritária, afirmando que «não podemos ter edifícios onde está a PSP e está a chover lá dentro» , classificando a situação como não aceitável.

O governante explicou que a solução encontrada permite avançar com a obra de forma célere, indicando que a execução será assegurada pela Câmara Municipal, mas com financiamento estatal, pelo que «não representa despesa efectiva» para o município .

Intervenção enquadrada em estratégia mais ampla

Segundo Telmo Correia, esta intervenção corresponde a uma fase inicial de resolução de problemas imediatos, sendo considerada «a obra menor», necessária para garantir condições mínimas de funcionamento das instalações.

O responsável indicou que a definição de futuras intervenções deverá ter por base critérios operacionais definidos pela PSP, no sentido de assegurar que as infraestruturas respondem às necessidades da força de segurança.

A comitiva realizou ainda uma visita ao edifício onde serão executadas as obras, no centro da cidade, no âmbito da sessão que decorreu nos Paços do Concelho.

A obra deverá estar concluída até novembro.

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